segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Liberdade com Jesus


“Pois, sendo livre de todos, fiz-me
escravo de todos...”
Paulo – I Coríntios, 9: 19

Nas extensões do globo terrestre desenvolve-se a vida em expressões diversas e primorosas!
As individualidades acotovelam-se na busca das realizações plenas, almejando paz e felicidade, ansiando da vida o melhor dentro das concepções que lhes são próprias, nesta era tecnológica e globalizada.
O tempo torna-se exíguo para tanto a realizar – os anseios do intelecto, as construções de pedra, tijolo e ferro, que garantam confortavelmente a ventura familiar; a saúde e a estética do arcabouço físico, devidamente suprido dos recursos necessários à manutenção da existência e da prosperidade!
Escorre, todavia, o tempo na Terra e o espírito permanece escravo de si mesmo, prisioneiro dos ideais imediatos, a lhe garantirem a expressão social e o regozijo no prazer, apenas vivendo o ser fisiológico, embora se acreditando livre!
Num automatismo pernicioso, quão remoto, a inteligência imorredoura, que rogou ardentemente ao Criador a oportunidade no tentame da carne, permanece prisioneiro do orgulho, cativo da vaidade e escravo da paixão, estiolado em si mesmo e recluso dos excelsos valores espirituais! Lamentavelmente alijado, por vontade própria, das benesses de amar e servir! Sem posicionar-se verticalmente, em espírito, rumo às esferas maiores dos sentimentos plenos!
Consequentemente, permanece sofrendo! Revivendo dores, renovando decepções, porquanto recalcitrando nas mesmas dificuldades, sem atentar que as suas construções temporais não garantem a ventura, estrategicamente programada e perseguida.
Se não te encontras no universo daqueles que já despertaram para a vida verdadeira, onde vigem os valores imperecíveis do espírito íntegro, de consciência liberta, que o milênio novo solicita, interrompe os próprios passos, por um pouco e reprograma a competente trajetória. Renova os teus propósitos e reavalie com clareza os teus objetivos, a favor de tua própria felicidade e em prol da paz tão anelada.
Compreende –, mais venturoso é aquele que através da liberdade de ação, sagrado atributo, delibera ser servo de todos, aceitando, cooperando e perdoando, doando e amando, plenamente alforriado, nada obstante dentro de uma completa sujeição ao Cristo!
Liberdade em Cristo Jesus é sublimada servidão aos precípuos deveres, conforme constatou o Discursador do Evangelho à comunidade evangélica de Corinto: “pois, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos...”
Alforria-te, o quanto antes, da cela escura dos apegos transitórios, que há tanto tempo segrega-te às lágrimas e às desilusões e lança-te, sem demora, à construção da vida plena!




Nathanael
Helaine Sabbadini
Livro: Cartilha Evangélica


Nas Experiências do Lar


“Mas, quando isto que é corruptível se revestir de,
incorruptibilidade e isto que é mortal se revestir,
de imortalidade, então se cumprirá a palavra que
está escrita: tragada foi a morte na vitória.”
Paulo – I Coríntios, 15: 54


Desperta o homem, gradativamente, do sono letárgico que há séculos o arroja para si mesmo!
Obliterado, no egoísmo o na paixão, esqueceu-se da interação fraterna para com o ambiente e as vidas de seus conviventes, apelos e oportunidades que o Criador faculta a todos para o progresso, através das Leis de Sociedade e Solidariedade.
Nas experiências na gleba familiar, dedica-se com ardor, supre e ama, entretanto, unicamente àqueles que se lhes integrem a cadeia consanguínea, aprovisionando-lhes a sobrevivência e a educação em reiterados cuidados.
No núcleo doméstico, estabelece o ego-centro onde transita!
Nesse reduto muitos circulam sem atentar para as experiências enriquecedoras da vida, abdicando, das reais venturas – dedicar interesse e cuidado aos filhos sem mães; permear sentimentos com os corações famintos de amor; excursionar junto aos anciãos sem lar; suprir os pequeninos sem pão; aconchegar-se aos enfermos e desvalidos.
Indivíduos com ampla bagagem de talentos rompem a estrada das variegadas existências, circunscritos aos competentes interesses, na se permitindo evolar as altiplanuras celestes na vivência dos gozos espirituais plenos, advindos do compartilhar e da solidariedade; sorrir à tristeza e a desventura; amar o desamor; alimentar a fome e a miséria das almas sofredoras.
Ante a imperiosa necessidade da reencarnação, vencendo os umbrais do túmulo num recomeço, o espírito vem atender aos dispositivos maiores da transformação e do desapego, no bendito regaço do convívio familial. Tal propósito divino legitima-se na assertiva do grande Arauto do Evangelho – “mas quando isto que é corruptível se revestir de incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: tragada foi a morte na vitória.”
O ser corruptível e moral, antes desatento às própria deficiências e à exiguidade de seu tempo na terra, ressuscita para as suas reais necessidades espirituais...
Destarte, nobres almas pendem das esferas de luz e vêm compor esses círculos terrenais de aprendizado em convivência breve. Envidam abençoadas demonstrações de carinho e altruísmo, singulares amor e fraternidade, distribuindo-os a mãos cheias, para os de sua convivência familiar, bem como para os irmãos em humanidade.
Estes anjos do céu, almas assomadas de grandes aquisições espirituais, plenificam os lares de ventura e exemplificações sublimes. No entanto, não raras vezes, têm se desprendido da vida terrena por meio de desencarnes prematuros, alijando-se inesperadamente da relação amena nos verdes anos, deixando luto profundo e dor sem limites.
  Tais missionários da libertação têm propiciado, constantemente, nas dilatações dos clãs familiais na terra, o despertamento necessário, consubstanciado em valiosa advertência salvadora.
São processos, através dos quais, os benévolos amigos da Vida Maior se servem para operar o devido reajustamento e ministrar o ensinamento, proporcionando a encarnados imprevidentes o correto entendimento da vida e da expressão – fraternidade.
Desta forma, os displicentes caminheiros são convidados à revisão de conceitos e à reconsideração daquilo que se lhes afigurava patrimônio e legítima afeição.
As inumeráveis experiências retificadoras têm ministrado a todos os viventes, o ensino da incorruptibilidade do espírito, estribada no Evangelho do Cristo, que propõe o amor incondicional como o maior de todos os bens!
Quando o homem não mais estagiar nas zonas deprimentes do psiquismo, no exclusivismo da vida, nas experiências do lar o fora dele, compreenderá o lídimo sentido da vida física e alcançará a vitória real, sobre si mesmo!
  
Nathanael
Helaine Sabbadini
Livro: Cartilha Evangélica



Oração e Vigília


A noite fria esplendia em fulgor de luz celeste, naquela primavera de abril em que Jesus descia com seus discípulos o Monte Moriá em direção ao Vale Cedron com a finalidade de atingir a rampa ensombrada do Monte das Oliveiras...
Reflexos d’ouro espelhavam os cândidos olhos do Mestre Nazareno, fazendo-os brilhar quais estrelas de grandeza incomum, engastadas na face lirial do intemerato amigo.
Caminhavam contemplativos, irmanados por dulçurosas emoções que blandiam singulares melodias nos corações simples, que tantos ensinamentos haviam sorvido do Embaixador Divino, na convivência preciosa que chegava ao fim.
Entusiasta e devotado, Pedro, um dos que mais intimamente privara o calor da afeição do Mestre, ladeava-O pela estrada empoeirada embevecido a absorver-Lhe o néctar da sublime presença e em palavras enternecidas, prometia – Mestre, desejo sempre estar convosco, atento a todas as vossas advertências, banquetear-me com as vossas exortações fundamentadas em tantos exemplos de amor, fraternidade e perdão! Amo-vos! Amo-vos e quero sempre estar convosco, Jesus!
O doce Ouvinte sorriu brandamente e qual ave terna abrigou o amado discípulo no abraço de superiores vibrações e seguiram, comboiados de João e Tiago que entreteciam meigos sussurros.
Um painel esplendoroso pintava o horizonte sob o plenilúnio, que banhava toda a natureza com raios de prata, enquanto o grupo encaminhava-se solene para o Getsêmani, pequeno horto de cultivo de olivas situado no monte, para as orações do Mestre, naqueles que seriam os Seus últimos instantes com o amado colegiado.
Jesus convidou a Pedro, a Tiago e a João para que com ele adentrassem o horto, enquanto comungaria com o Pai. Apontando as pedras calcáreas que salpicavam a paisagem, falou brandamente – “sentai-vos aqui, enquanto vou orar.”1
Genuflexo, o Mestre prostrou-se ante a grandeza de Deus em irradiações sublimes e em comunhão divina, transfigurado em luzes miríficas, em ágape divinal.
O silêncio reinante era somente cortado pelo cicio da brisa, pelo chacoalhar das garagens das oliveiras, pelos ruídos noturnos dos insetos ocultos na gramínea.
Tudo, entretanto, envolto no alo perolado do luar; as árvores, as pedras, o monte, os discípulos e a face do Mestre q eu refulgia em claridades incomuns.
Nos instantes áureos do banquete opíparo os acompanhantes caros dormiam...
Dormiam João, Tiago e Pedro que há poucas horas prometera vigiar no amor ao Mestre... Quando foram despertos por Jesus que arrazoou em branda advertência – “não pudestes vigiar comigo uma hora?... Vigiai e orai para não cairdes em tentação!”2
Por uma segunda vez procurou-lhes a companhia preciosa na vigília e na oração, nos instantes graves, pouco antes do martírio da cruz para encontre-los, novamente adormecidos.
Os olhos do Mestre, de doces blandícies, pousaram ternamente sobre os filhos amados, antevendo o quanto os seus discípulos, assim como nós outros, os seus seguidores do futuro, muito precisaríamos caminhar, lutar e perseverar nos bons propósitos.
Prognosticava, o divino Profeta, que nos aguardariam inevitáveis pelejas, a fim de que as sadias consubstanciassem em torpor e sonolência, em enganos e distrações, nos caminhos tortuosos da existência.



Maria de Aquino
Helaine Sabbadini
Livro: Cartilha Evangélica



1 Mt. 26: 36
2  Mar.  14: 37 e 38

Desiderato Mediúnico


Mediunidade, percepção espiritual e manancial divino, adquirida por meio dos prélios reencarnatórios!
Disposição psíquica que se desenvolve e depura sob o guante das obsessões pertinazes ou nos exercícios sublimes da caridade e do amor, outorgando ao espírito a sensibilidade necessária e facultando o atilamento espiritual ao universo impalpável, além da propriedade de interpenetração no psiquismo do mundo físico.
Com liames expressos na indumentária carnal, a mediunidade exteriorizar-se-á de forma saudável e abençoada em conformidade com as disposições morais da individualidade, consoante às investidas individuais em prol da própria evolução espiritual.
No milênio que ora se estende aos espíritos em experiências na marcha planetária, não mais admitir-se-á o mito, a ignorância e a desinteligência no que se refira à potencialidade anímica, que em futuro, cada vez mais próximo, constituir-se-á recurso excelso das almas transformadas e um sentido a mais, a possibilitar os vôos maiores no relacionamento na esteira da evolução necessária.
Promanam dos denodados dirigentes espirituais, cujo desiderato é instaurar vida nova às almas em trâmite no Orbe Terrestre, enorme investimentos, maiormente junto àqueles que se fazem amanuenses sinceros das inteligências desencarnadas e servos leais de Jesus.
Neste momento planetário grave, as energias dos servidores animosos nos patamares terrenos são supridas e seus ânimos contagiados. Espíritos egressos dos grandes remorsos e das superlativas dores, nomeadamente, são convocados a atuar na esfera medianímica, enquanto cooperam no trabalho regenerativo do planeta, em socorro à ignorância e as misérias.
Todos aqueles, assomados dos dons psíquicos, que se enfileiram desinteressadamente, a fim de doarem-se legitimamente ao compromisso, no atual processo de convulsões planetárias, serão cada vez mais utilizados e solicitados pelos diretores da vida espiritual, como auxiliares prestimosos.
Médiuns! Servir com Jesus Cristo, ainda que como simples e pequenos cooperadores, compondo a falange dos destemidos trabalhadores da mensagem do Consolador é honra, sem igual!
Individualidade, equilibrada e serena –, médium tranquilo e imperturbável...
Individualidade, bondosa e fraterna –, médium eficaz e receptivo...
Individualidade desprendida das paixões e da materialidade grosseira –, médium com amplas e promissoras possibilidades, com aceno de mediunidade iluminada e missionária no futuro...
Individualidade abraçada à modéstia legítima e ao desapego, visando unicamente a instauração do amor que o Mestre solicita –, médium secundado por baluartes da dedicação no plano espiritual e candidato certo à ascensão definitiva!
 


 Julio Cezar Grandi Ribeiro
Helaine Coutinho Sabbadini
Livro: Cartilha Evangélica


Antídoto à Mágoa




A mágoa, quando instalada e cultivada, tornar-se-á insidiosa teia a enovelar o fulcro sublime do discernimento espiritual! Qual veneno letífico contaminará as mais preciosas disposições no sagrado ministério de amor, proposto pelo Evangelho de Jesus!
Meu irmão, se tu a acolheres, à conseqüências nefastas, indubitavelmente, serás arrastado! Incidirá o negro véu dos pensamentos desequilibrantes e conturbados...
Advirão as atitudes em desalinho, fruto do descompasso com as vibrações superiores, assim como precipitar-te-ás em lamentáveis disposições automáticas, mascaradas sob a forma de “justificativas” e “defesas” incompreensíveis, em face dos semelhantes...
Instalar-se-á a estagnação e a cessação do fluir sereno das correntes salutares advindas dos orientadores superiores, num estacionamento doentio e perigoso...
Sobrevirá a dor, o sofrimento e a compunção, em conseqüência do prolongado tempo na paralisação, vergastando-te a alma, então sucumbida ao império das injunções antagônicas aos bens superiores!
Se te rendeste à mágoa, interrompe o quanto antes e anula, definitivamente, tal estado mórbido! Arroja-te a esta iniciativa sem tardança, redobrando esforços!
Invista no reto pensar, sentir e falar, no elevado proceder, rumando em direção ao realinhamento mental e emocional necessário.
Entregue todo mal, seja qual for o cambiante em que ele se apresente, ao cadinho do tempo, patrimônio divino que forja todos os caracteres humanos, modifica vidas e transforma, não só pessoas, mas sociedades inteiras.
Guinda-te a novas e salutares diretrizes dentro das tarefas selecionadas, no núcleo de ação espírita no qual te situes.
Serão sempre benéficas todas as providências tomadas com equilíbrio e bom senso, em qualquer campo de atuação na vida.
Jamais tuas atitudes, íntimas ou exteriores, pressuponham “respostas” aos agravos ou desgostos, que devem ser extirpados, quais ervas daninhas a medrarem, de inesperado, intentando sufocar-te os ideais superiores.
Os benfeitores maiores assistem, incessantemente, aos indivíduos dispostos ao reequilíbrio, mormente, aqueles que se lhes conjugam aos esforços elevados, permanecendo em silêncio e oração, estudo e trabalho, postando-se com sincera humildade –, procedimentos para propiciar-se a sintonia saudável!
Alvejado pelo escárnio, pela injustiça ou pela maldade, jamais desconsideres a humildade e a simplicidade, inerentes àquele que já distingue as competentes imperfeições! Lembra-te de que a imersão nos experimentos da reencarnação é para todos aqueles necessitados de muito depurar.
Deixe que a comiseração e a bondade divinas, com as quais te manténs afinizado, te conduzam os passos e te justifiquem a razão, na interminável jornada de ascensão espiritual!


Julio Cezar Grandi Ribeiro
Helaine Sabbadini
Livro: Cartilha Evangélica 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Sabedoria de Chico Xavier




“Meu amigo, eu não sei quais são os meus privilégios perante os Céus, porque fiquei órfão de mãe aos cinco anos de idade, fui entregue à proteção de uma senhora que durante dois anos, graças a Deus, me favorecia com três surras de vara de marmelo por dia, empreguei-me numa fábrica de tecidos aos oito anos de idade. E nela trabalhei durante quatro anos seguidos à noite, estudando na escola primária durante o dia. Não podendo continuar na fábrica, empreguei-me como auxiliar de cozinha, balcão e horta, num pequeno empório, durante mais quatro anos, em seguida empreguei-me numa repartição do Ministério da Agricultura, na qual trabalhei trinta e dois anos, começando na limpeza da repartição até chegar a escriturário, quando me aposentei. Em criança sofri moléstia de pele, fui operado no calcanhar onde me cresceu um grande tumor; sofri dos doze aos quinze anos de coréia ou “mal de São Guido”; fui operado em 1951 de uma hérnia estrangulada, acompanhei a desencarnação de irmãos que me eram particularmente queridos; sofri um processo público em 1944, com muitos lances difíceis e amargos, por causa das mensagens do grande escritor Humberto de Campos; em 1958, passei por escandalosa perseguição com muitos noticiários infelizes da imprensa, perseguição de tal modo intensa que me obrigaram a sair do campo reconfortante da vida familiar em Pedro Leopoldo onde nasci transferindo-me para Uberaba, em 1959, para que houvesse tranquilidade para os meus familiares que não tinham culpa de eu haver nascido médium; em 1968 fui internado no Hospital Santa Helena aqui em São Paulo para ser operado numa cirurgia de muita gravidade e agora, no princípio deste ano no cinquentenário de minhas pobres faculdades mediúnicas, agravou-se me mim um processo de angina que começou em novembro do ano passado... agina essa com a qual estou lutando muito... Se tenho privilégios, como o senhor imagina, devo ter esses privilégios sem o saber.”

Francisco Cândido Xavier

Livro – Chico Xavier / Encontros no Tempo – Hércio Marques Arantes/ IDE

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Trabalho, Amor, Fraternidade e União

Coruscam diamantinas luzes no zimbório celeste a nos falar da pluralidades dos mundos habitados, das muitas moradas na casa de nosso Pai[1], consoante a afirmativa de Jesus.

Estende-se o tapete azulino flamejando de lares felizes, uns de lutas, outros de provas e transição, de modo a acenar a cada um da necessidade dos maiores esforços nas leiras cristãs e espiritistas, em prol da evolução.

Nada obstante, filhos muito amados, fulgura de maneira sem igual, específica luz, uma estrela nobre, na extensão da abóbada celeste, que emoldura o Orbe Terreno e esse fulgor, de valor e quintessenlidade sublime, puríssima, imaculada - é Jesus, o Cristo de Deus, a conduzir a caminhada evolutiva das massas humanas. Tal fulgurança respinga claridades na Pátria do Cruzeiro e, como estrela bendita, acende todas as estrelas do lábaro brasileiro iluminando as federadas com o fulgor divino e o calor do chamamento à vivência evangélica, pautados em; Trabalho, Amor, Fraternidade e União.

E, assim, acesas tornam-se faróis a convidar os espíritas cristãos ao esforço constante, aos empenhos de fraternidade, de amor no bem. Esse mister, esse clamor, avançou para sexagenária data através do Pacto Áureo[2], cuja diligência, primeiro, fundou-se em instaurar entre irmãos; Trabalho, Amor, Fraternidade e União.

A progressão dos mundos sem fim, as ondas cíclicas de evolução dos orbes, os naturais fenômenos cósmicos, que regem a vida infra e extra mundos é algo que deve ser observado de forma serena, mui tranquila, atentando que o universo que circunda cada individualidade, nos pisos das ações diárias no bem, solicita toda atenção, requer dedicação completa, em forma de; Trabalho, Amor, Fraternidade e União.

De tal modo, compreendendo e empreendendo, o tempo não será despendido em vão; com receios, especulações inúteis, temores infundados, discussões estéreis, a partir da abrangência de que a conjugação de todos os planos é algo espontâneo e formado através da Lei de Sintonia Universal. Os mundos de paz, de ventura perfeita, de amor e fraternidade legítimos, vigem já nas construções de cada um, nas posições mentais, morais e espirituais das individualidades, haja vista que o mundo que nos é destinado está ínsito em cada espírito.

Pela potente lei de atração cada alma em lutas já estará vivendo em mundos mais felizes, a partir das conexões vibratórias que consiga estabelecer, emanar e distribuir onde quer que esteja.

Jesus vive espiritualmente em Mundos Ditosos, estrela de grandeza ímpar que pendeu sobre o Orbe Terreno, jamais maculou o Seu existir quando entre as moles humanas, comprometidas e sofredoras. Pois que a Sua passagem entre os homens foi, e ainda é, fincada em constante: Trabalho, Fraternidade, Amor e União.

O comando das Altas Esferas já outorgou mudanças determinantes nas sociedades da Terra, e tudo se move para grandes transformações, já não mais impendentes, posto que os efeitos destas transformações se mostram, sem retoques, a convocar aqueles que, de olhos injetados, observam os fatos convulsionados nas sociedades e as mudanças às vezes dolorosas, pois não se opera transformação sem revolução.

O chamado ecoa a todos os que desejam ouvir - avance sempre no; Trabalho, Fraternidade, Amor e União.

Filhos amados de nossa alma, nada temais! Nem se vos assoberbais com o que, ao redor, denuncie esquecimento ao dever, descaso e amodorramento nos empreendimentos com o Cristo. Sois responsáveis por vossos atos e pelos resultados deles! Aquele que abdica da tarefa com Jesus Cristo, e em prol da disseminação da Doutrina esclarecedora, sendo o mesmo Evangelho Redivivo, será infeliz por si só e colocar-se-á à margem da portentosa corrente de evolução; dinâmica e bendita, que avança anunciando: Trabalho, Fraternidade, Amor e União.

Aquele que estaciona fica, desafortunadamente por própria escolha, fora desse divino mecanismo de evolução pelos exercícios de superação, pois servir é transformar-se e quando servimos ao bem criamos cada vez mais recursos de superação das próprias limitações.

Unamos as mãos filhos em Cristo, sobretudo, os corações no chamamento amoroso do Cristo firmados em; Trabalho, Fraternidade, Amor e União!

Empenhemo-nos mais,
Esqueçamos o mal,
Reiteremos esforços,
Avancemos, sempre, desfraldando a bandeira de Ismael no imo do ser – “Deus, Cristo e Caridade”, recordando que vige na Pátria do Cruzeiro, hoje e sempre, o Pacto Áureo propondo união fraternal a ser guardado no carinho de todos os corações.

Deixo o meu mais sagrado ósculo de gratidão paternal exortando;
Trabalho, Fraternidade, Amor e União!

Meu abraço fraternal do servidor menor,

Bezerra

Mensagem Psicográfica recebida por
Helaine Coutinho Sabbadini
no término da X Feira do Livro Espírita de Rio das Ostras

Em 18 de setembro de 2011


ANTE A MEDIUNIDADE

Jesus nos inspire na manutenção e dedicação às tarefas espíritas e ao Seu Evangelho Redentor, único capaz de nos reerguer do lodaçal das próprias imperfeições milenares!
Meus amigos e meus irmãos, que manancial é a mediunidade, como foi dito[1], ainda indevassável, indecifrável, quando apreciada somente do ponto de vista do tarefeiro atrelado às lidas na vida material. De fato.
No Livro dos Espíritos[2] possuímos anotado, com clareza, que os espíritos superiores são simpáticos àqueles que, com humildade, reconhecem que podem muito pouco dentro das suas possibilidades particulares, e que somente com o concurso do mais Alto o trabalho poderá ser efetivo. Contudo, aqueles que se consideram indispensáveis e que lhes bastam o próprio conhecimento, as próprias possibilidades adquiridas e os quesitos mediúnicos dos quais se julguem detentores, dificilmente lograrão o amparo dos espíritos superiores. Onde estiver conjugada a postura da vaidade e do orgulho, por julgar-se a criatura capaz de – como individualidade – ser eficaz numa tarefa, o malogro será iminente.
Como muito bem foi exposto; nenhum médium funcionará sozinho ou desprovido da devida compreensão e humildade, haja vista o caráter interpessoal da sensibilidade, sem o amparo dos espíritos superiores, o que infunde disciplina, comprometimento, seriedade em todos os padrões de comportamento.
Minha vida na experiencia física foi pautada dentro destas normas as quais, muitas vezes, julguei demasiado rígidas, excessivamente pesadas, contudo, somente o decesso do corpo pesado foi capaz de mostrar-me, corroborando, que não há outro caminho senão este; o de nos desvencilharmos do personalismo para sermos um conjunto obediente e passivo à direção dos espíritos superiores.
Fazemos parte de um grupo, por Misericórdia de Deus, que tem assistido nas extensões do nosso Brasil àqueles conjuntos de médiuns, em Instituições do Cristianismo Redivivo, que realmente desejam triunfar na tarefa de relação superior com o plano espiritual. Para tanto e como tal devemos salientar que não é possível postergar, seriedade, compromisso, conhecimento e renúncia, posto que;
- A tarefa mediúnica com Jesus Cristo requisita abdicação e completa renúncia dos pequenos prazeres que, muitas vezes, julgamos inofensivos...
- A mediunidade iluminativa solicita desapego dos tantos pensamentos que, sobradas vezes, achamos insignificantes...
- A mediunidade em seus moldes redentores conclama o total esforço no esquecimento de mágoas que, às vezes, computamos à conta da própria condição humana, e isto não é verdade...
- A mediunidade em seus padrões elevados requer dissociação das pequenas concessões e das mais insignificantes invigilâncias, pois que levam à derrocada o trabalho profícuo e profuso realizado em uníssono com os espíritos maiores.
Muitas vezes temos ouvido nos lugares visitados, por mercê do amparo de Jesus Cristo e dos espíritos que conduzem o Movimento Espírita nas plagas do Cruzeiro, no nosso Brasil, terra que nos recebeu e recebe como pátria abençoada nas experiências renovadoras, colocações quais: “sou imperfeito, desta forma, permito-me ainda errar ou aceito este ou aquele pensamento menor, esta ou aquela pequenina atitude desalinhada... Não sou perfeito, ainda sou passivo de caminhar pelos terrenos dos enganos, inerentes à minha condição inferior...”  E vamos dando desculpas para a nossa indisciplina mental, vamo-nos dando desculpas,  seguidas desculpas, para a própria inércia, para a própria indigência e invigilância, para a própria falta de comprometimento espiritual e ético moral.
Voltamos a lembrar o que o Codificador trouxe para a nossa Doutrina através das instruções elevadas: - que os espíritos superiores são simpáticos àqueles que se devotam às tarefas com legítima humildade reconhecendo que são necessitados desse amparo para que o trabalho tenha a extensão e a finalidade que lhe é devido.[3]
A Espiritualidade Maior jamais coadunará com os desculpismos que são comuns a nós outros, enquanto encarnados na Terra, assim sendo, ela apenas observará, ao largo da vida de cada um e sem se imiscuir em decisões de foro intimo, de ordem individual pelo livre arbítrio. Nada obstante, terá cada um que responder, cedo ou tarde, pelo bom ou mal resultado ante as responsabilidades assumidas no campo da mediunidade que foi entregue ou construída na realidade individual, desde um passado de grandes erros, de grandes compromissos, nos ardorosos embates morais, ante a vida que não cessa e o Eterno.
Na condição de irmã em constante aprendizado,
Na condição de irmã profundamente em débito, ante as Leis Divinas,
Na condição de irmã que, ainda, se coloca sob as mãos firmes e disciplinares de seus Maiores,
Na condição daquele que tudo deseja compartilhar afirmo: - o maior laurel de um médium é compreender que tem feito todo o possível para que o seu trabalho jamais seja maculado pelos traços do personalismo[4], pois, quaisquer posturas de ordem inferior, ainda que não anotadas por aqueles nas circunjacências de nosso centro de atividades; ainda que não percebidas por alguns, estarão latentes em nós, devendo o medianeiro podá-las pela raiz como o jardineiro diligente e fiel poda uma erva daninha que tenta se emaranhar numa bela roseira de florações promissoras.

Meus irmãos, não nos rendamos às pequenas acedências inferiores; não apropriemos os pensamentos nocivos que nos fazem acreditar que podemos fazer concessões a nós próprios, através das pseudas justificativas para sentir, agir, pensar, hoje ou amanhã, em questões de teor menos elevado.
Vamos ser diligentes,
vamos ser vigilantes,
vamos ser operantes!
O médium, como e onde esteja, é uma individualidade em débito com as Leis de Deus necessitando, por isto mesmo, ajustar-se através da tarefa, que é dádiva da Misericórdia Divina. Nela, indubitavelmente, jaz valiosa oportunidade outorgada ao Médium, neste momento, dentro de uma instituição espírita e com todas as possibilidades de êxito!
Se malbaratada, se desperdiçada, tal oportunidade certamente não será oferecida em condições semelhantes, quiçá, em condições muito mais difíceis para que, aquele em débito com as Leis Eternas, consiga resgatar o seu passado de compromissos clamorosos.
Que nenhuma questão de ordem ilusória remanesça nos objetivos do médium espírita cristão, pois o lidador consciente compreender-se-á como alguém que:
- nada possui, na expressão e resultados de seus trabalhos,
- não é absolutamente importante em detrimentos de outros,
- não é criatura diferente, do ponto de vista de intimidade com o Alto,
- não é alguém que possua qualquer valor diferente, como um privilégio, para si mesmo, para o outro ou para a instituição em que labore.
 Somos companheiros iguais em luta, somos irmãos em aprendizagem e a mediunidade se abre ao infinito quando buscarmos compreendê-la apropriadamente.
Busquemos desmistificá-la, busquemos desvelá-la, mas só poderemos fazê-lo com o coração! Para que se entenda a mediunidade de maneira superior, não há outro meio, senão pela única via – a do coração; da fraternidade, do amor e da dedicação incondicional a Jesus Cristo.
Busquemos isto meus irmãos, enquanto viceja a saúde, enquanto viceja a juventude, enquanto vicejam as oportunidades! Busquemos isto, busquemos isto, enquanto as possibilidades vicejam!
Que Jesus nos fortaleça, que Jesus nos arrime, uns aos outros, na direção de nossa caminha com Ele.
 Meu abraço fraternal, muito obsecrada a todos vocês,

Yvonne, ainda que como tal eu seja identificada, embora espírito sem nome, caminheiro da Eternidade.

Yvonne do Amaral Pereira
Mensagem Psicofônica recebida em Reunião Mediúnica no
Grupo Espírita Amor e Fraternidade, Rio das Ostras, RJ
Em de 19 de outubro de 2011
Por Helaine Coutinho Sabbadini




[1]  Menção feita ao estudo que antecedeu à reunião.
[2] O Livro dos Espíritos / Prolegômenos - “Lembra-te de que os Bons Espíritos só dispensam assistência aos que servem a Deus com humildade e desinteresse e que repudiam a todo aquele que busca na senda do Céu um degrau para conquistar as coisas da Terra; que se afastam do orgulhoso e do ambicioso. O orgulho e a ambição serão sempre uma barreira erguida entre o homem e Deus. São um véu lançado sobre as claridades celestes, e Deus não pode servir-se do cego para fazer perceptível a luz.”
[3] Vide Livro Médiuns, Cap. XX, Da Influência Moral do Médium.
227 - As qualidades que, de preferência, atraem os bons Espíritos são: a bondade, a benevolência, a simplicidade do coração, o amor do próximo, o desprendimento das coisas materiais. Os defeitos que os afastam são: o orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem à matéria.
228 - Todas as imperfeições morais são outras tantas portas abertas ao acesso dos maus Espíritos. A que, porém, eles exploram com mais habilidade é o orgulho, porque é a que a criatura menos confessa a si mesma. O orgulho tem perdido muitos médiuns dotados das mais belas faculdades e que, se não fora essa imperfeição, teriam podido tornar-se instrumentos notáveis e muito úteis, ao passo que, presas de Espíritos mentirosos, suas faculdades, depois de se haverem pervertido, aniquilaram-se e mais de um se viu humilhado por amaríssimas decepções.
Observa-se em vários pontos da Codificação menções dos espíritos superiores acerca do que ressalta o Espírito aqui comunicante. (Nota da médium)
[4] Grifo nosso

domingo, 20 de outubro de 2013

61º Aniversário do Centro Espírita Caridade e Virtude / APERIBÉ

Caros Companheiros,

É com muita alegria que os convidamos para participarem das palestras comemorativas ao 61º(sexagésimo primeiro) aniversário do Centro Espírita Caridade e Virtude.

Rua Dona Emília Pereira de Pinho – Centro – Aperibé - RJ

PROGRAMAÇÃO – NOVEMBRO / 2013

Dia 02/11/2013 (sábado)
Orador: LEANDRO RODRIGUES FERREIRA - (Itaperuna-RJ)
TEMA: OS DESAFIOS DA FAMÍLIA NUM MUNDO DE TRANSIÇÃO

Dia 06/11/2013 (quarta-feira)
Orador: AFONSO NOLASCO (São Fidélis)
Tema: “... QUE DIREI EU AGORA?” (João)

Dia 09/11/2013 (sábado)
Oradora: HELAINE COUTINHO SABBADINI - (Muriaé – MG)
Tema: OS LAÇOS DE FAMÍLIA NA VISÃO ESPÍRITA

Dia 13/11/2013 (quarta-feira)
Oradora: LUIS HENRIQUE CRETTON (S.A. de Pádua-RJ)
Tema: A FÉ (Cap. XIX - ESE)

Dia 16/11/2013 (sábado)
Orador: SÔNIA KORT KAMP (Niterói – RJ)
Palestra Musicada–Participação do Coral “Ao Som do Novo Templo(Lançamento do CD)

Dia 20/11/2013 (quarta-feira)
Oradora: DEISE SOARES (Cordeiro-RJ)
Tema: O DESPERTAR DA ALMA

Dia 23/11/2013 (sábado)
Orador: FÁBIO RAMOS MEIRELES (Niterói- RJ)
Tema: Livre

Dia 27/11/2013 (quarta-feira)
GRUPO DE APERIBÉ -PALESTRA MUSICADA

Dia 30/11/2013 (sábado)
ORADOR: ANDRÉ LUIZ RODRIGUES (Laranjais-RJ)
Tema: DIALOGANDO

OBS: TODAS AS PALESTRAS SERÃO PROFERIDAS ÀS 19 HORAS.



(POR FAVOR, CHEGUE 10 MINUTOS ANTES, PARA AMBIENTAÇÃO)