domingo, 15 de dezembro de 2013

LEGADO DE AMOR


Há vinte séculos, a paisagem terrena foi agraciada coma maior expressão de amor que já pendeu em suas paragens regenerativas!
Tão grandioso foi o Legado por Ele deixado, que permanecem até os nossos dias os Seus ensinamentos sublimes...


Há dois milênios, a vivência legítima da bondade e do perdão; da simplicidade e do amor, respirou entre os viventes do planeta...

Entre os poderosos, na jactância das conquistas do portentoso Império Romano; entre a vaidade e o orgulho, caminhou sozinho e em silêncio...


Não esperou mãos amigas para encetar passos decisivos na edificação de Seu Evangelho Regenerador entre os homens e convidou-nos a acompanhá-Lo...

Trilhou as veredas tortuosas das vidas humanas entre apupos, dificuldades e incompreensões diversas...

Amor puro, bondade legítima e espírito perfeito, foi vilipendiado, perseguido e imolado...

Multidões, no momento extremo do martírio, riram-se Dele, da personificação da pureza e da mestria, desconsideraram-Lhe os ensinamentos superiores...
Abrigo dos pequeninos e roteiro dos simples chorou só e orou ao Pai por nossas ignomínias...

Humildade em forma de homem exortou aos Seus seguidores não levassem em suas peregrinações alforjes e roupas; alimentos e moedas – evidenciando a supremacia do sentimento, como a maior herança a ser deixada nos corações sequiosos e sofredores.

Entre os poderosos foi simples...
Entre os contendores foi manso e imperturbável...
Entre os eruditos foi sábio...
Entre os descrentes demonstrou fé viva, em obras construtivas, restaurando vidas...
Entre os sofredores e enfermos foi bálsamo curando as chagas das almas perdidas e angustiadas...
Entre os obsediados foi libertação, concitação à oração e vigilância no trabalho edificante, exortando ao “vai-te e não peques mais!” 
Entre os perdidos nos falsos valores, nos apegos e nas paixões; na luxúria e nos vícios, foi chamamento aos valores imperecíveis do espírito...
Entre os incrédulos foi Luz Norteadora...
Entre os acusadores que O levaram ao poste infamante, cuspindo-Lhe à face e coroando-Lhe com o opróbrio, demonstrou ser a maior expressão de amor, paz e perdão, num coração que já pulsou nessas paragens provacionais de lutas redentoras!

Querido irmão, diante disto, medita por um pouco; – o que fazes de tuas dores?

Maria de Aquino 
Do Livro Cartilha Evangélica / Espíritos Diversos
Psicografia Helaine Coutinho Sabbadini


Jesus by Rembrandt

ODE AO MENINO-REI


Faze de teu coração manjedoura rústica, desataviada das glórias vãs, das mundanas paixões e consinta que nele repouse, serenamente, o Menino-Rei, que não escolheu por leito o cetim, a seda ou a púrpura. Tão pouco se engalanou do ouro ou privou com os poderosos e conquistadores terrenos, que blasonavam vitórias sangrentas e vaidades transitórias...


Faze de teu coração abrigo singelo, tálamo sagrado, e consinta que nele se abriguem os pequeninos e esquecidos; os solitários e famintos; os andarilhos das dores e os escorraçados dos templos da fatuidade e do exclusivismo...

Faze de teu coração esteira simples, quente e perfumada, segura e iluminada pela radiante aurora de novos dias, acedendo que nele se retempere a dor, dulcificando-a de nova vida...

Faze de teu coração ermida silenciosa, onde os louvores dos céus sejam melodias contínuas; espraiando doçura, dividindo harmonias, aquiescendo que nele penetrem os corações atribulados que prevaricam na senda dos deveres sagrados...

Faze de teu coração, constantemente, abrigo seguro, permitindo que nele o Menino-Rei se aconchegue, plenificando a tua e todas as vidas para sempre!

Maria de Aquino 
Livro: Cartilha Evangélica / Espíritos Diversos

Psicografia Helaine Coutinho Sabbadini


HERANÇA DE AMOR


Estrugem em abissais horrores os tormentos no planeta! Nada obstante, há vinte séculos o Divino Concessor da Paz faculta ao espírito reencarnado, todos os meios para a libertação definitiva das sendas escabrosas das aflições!


Aponta, o Excelso Pacificador, o caminho da concórdia! O homem, todavia, escolhe a vereda falsa dos domínios, satisfazendo a sede de poder, em ganância incompreensível...

Direciona, o Supremo Despenseiro do Bem, a trilha justa, através da qual o gênero humano pode encontrar a indefectível paz e a anelada ventura! O homem, entretanto, permeia as rotas dos holocaustos em contendas fratricidas, armado de posturas sanguissedentas e injustificáveis...

Orienta, o Mestre dos mestres, a caridade fraternal, a união dos corações, nas forças irmanadas no bem, como único intermédio para o progresso definitivo! O homem, no entanto, acossado pelos clamores ancestrais, consecutivamente, tem procurado o atalho fácil, que o egotismo lhe aponta...

Inumeráveis têm seguido o Pastor das almas, por meio das vias dos interesses inomináveis, desvirtuando os Seus ensinamentos sublimes, de modo a satisfazerem os seus anseios mesquinhos e, contraditoriamente, em nome Dele – dividem corações, ceifam vidas, destroem esperanças e distribuem espinhos...
Acúleos que, uma vez semeados, inevitavelmente os ferirão, em face da cogente determinação divina de refazer antigas sendas, no anseio da reparação necessária, aguilhões que os macerarão em sofrimentos inenarráveis!

A humanidade, contraditoriamente, em nome do Provedor maior de todos os benefícios, por séculos inumeráveis, tem permeado as rotas tenebrosas que os levam sucessivamente às superlativas dores, no entanto....
O Cristo dispõe a paz imperecível! A humanidade relega-Lhe a Herança preciosa!
O Cristo preceitua a caridade, como roteiro único, na vivência do amor fraternal! A humanidade olvida o valioso Legado!
O Cristo oferece o Seu Evangelho, em ensinamentos sublimes, transubstanciado no maior código comportamental e moralizador já entregue ao mundo! A humanidade erige programas apaixonados e vis, oriundos do despautério e da ignorância, porquanto remanescem nas almas o orgulho e o egoísmo, no desconhecimento da bondade, fundamentada na doação plena de si mesma!
O Cristo faculta a liberdade, pelos vôos maiores do espírito, na vivência plena da fraternidade! A humanidade opta pelo cárcere da paixão e da violência, perseguindo inadvertidamente as lágrimas consequentes.

Em tudo vige a Lei do Amor, albergando em seu sublime bojo as Leis de Solidariedade e de Fraternidade Universal! Fora da vivência espiritual integral, sob os ditames divinos, seremos todos meros andarilhos das amarguras!

Os seres ainda não libertaram as suas frágeis almas da cadeia da presunção, da fatuidade e da cobiça, tão nocivas!
Aliai os corações, queridos filhos!
Coligai possibilidades nos propósitos no bem!
Congraçai os ânimos na concretização do Ideal de Jesus sobre a Terra, regenerando vidas!

Avançai com destemor, ainda que na condição de servidores pequenos, na Azáfama libertadora, que há de resgatar hoje e amanhã as almas esquecidas dos sagrados compromissos ante a realidade espiritual, às culminâncias celestiais!
O Amor, na Ceifa de Jesus, traduzir-se-á sempre em benevolência e compreensão para com as dificuldades de todos os irmãos de pelejas!

Se amardes os vossos semelhantes, jamais vos descurareis deles, sabendo ser misericordiosos e benevolentes para com as falibilidades alheias...
Se albergardes o Evangelho nos escaninhos do intelecto, estareis a meio termo do caminho, necessitando transmutá-lo em ações nobres no fecundo campo da vida!

Abracemos a boa luta, filhinhos muito amados, e sigamos intimoratos com o Mestre, recebendo Dele a sagrada herança!

Recebam o nosso coração de servidor menor, que vos ama e vos exorta – porfiemos incansavelmente no bem!

Bezerra
Mensagem Psicografada no GEEEM por
Helaine Coutinho Sabbadini
Muriaé, MG, Dezembro, 2002

Pensando Alto...



Ante os conflitos dramáticos na política brasileira voltamos a nossa memória para os primeiros momentos do Brasil como Nação... 

Quantos Irmãos de Ideal Espírita escarnecem abertamente da magnífica obra de Humberto de Campos: “Brasil Coração do Mundo e Pátria do Evangelho?!" Já colhemos insanidades de lábios e mentes abalizados em nossas fileiras quanto às verdades propaladas na citada obra do Irmão Humberto através da mediunidade ímpar de Francisco Cândido Xavier. 


No nosso modesto modo de enxergar há maior fixação na temporalidade do que na Eternidade; no humano do que no Divino; no que é construção das almas imaturas e ambiciosas e o que é laboração de paciência e amor orquestrada pelos Espíritos Superiores para a Eternidade.

Somente para ilustrar resgatamos determinada Ação das Leis Superiores sobre as sociedades brasileiras citada pelo Espírito Camilo Castelo Branco através da mediunidade de Dona Yvonne do Amaral Pereira. Informou-nos o ex-escritor português que as massas dos soldados romanos dos últimos séculos da Era pré-cristã e dos primeiros séculos da Era Comum, que, quando não avançavam em conquistas sanguissedentas dizimando vidas e propriedades, ávidos pelo domínio, levavam incontável quantidade de cristãos aos martírios inomináveis. Afirma Camilo Castelo Branco que todos suplicaram renascer nos dolorosos berços da escravidão afro-brasileira aproximados dois mil e quinhentos anos de domínio e barbáries, considerando o período de República e o Império... Estamos, indistintamente, atrelados às situações morais/espirituais/sociais que dizem respeito aos nossos compromissos ante as Leis Eternas. Nem descaso e inação ante esta realidade, tampouco ardor cego e apaixonado característico da politicagem mundana.

Minha mente viaja na História de minha pátria e relembro que a Bandeira do Brasil foi adotada em 19 de novembro de 1889 por um Decreto Lei, decreto este elaborado por Benjamin Constant, membro do Governo Provisório. A concepção do novo lábaro nacional deveu-se ao acadêmico Raimundo Teixeira Mendes, Presidente do Apostolado Positivista do Brasil, junto aos Mestres, Miguel Lemos e Manuel Pereira Reis, este último catedrático da Cadeira de Astronomia da Escola Politécnica. O pintor Décio Vilares foi incumbido do esboço.

O verde e o amarelo estampados no pendão representam a Coroas de Bragança e de Habsburgo, por ocasião de uma das uniões matrimoniais de Dom Pedro I. Nada obstante, igualmente vinculados a Flora e Fauna Brasileiras – com legítimas razões. O azul ostenta o “Cosmo inclinado” segundo a latitude da metrópole do Rio de Janeiro às doze horas siderais ou oito horas e trinta minutos, do dia 15 de novembro de 1889, igualmente as constelações correspondem ao Céu da importante metrópole, exatamente, àquela mesma hora. Bastante interessante comprovar que há um fator metafísico nesta apresentação, pois o céu exposto no pendão deve ser considerado como a observação de um expectador situado fora da esfera celeste!

Cada específica estrela representa um estado federativo e todas elas possuem cinco pontas, ressalve-se que elas não guardem as mesmas proporções, aliás, apresentam-se em cinco tamanhos diferentes, definindo sóis de cinco grandezas. Quanto maior a estrela estampada no lábaro, maior a sua magnitude. A faixa branca representa a eclíptica ou o equador celeste ou o zodíaco, ao mesmo tempo, dentro do qual inseriu-se o lema que rege as Leis Cósmicas: "Ordem e Progresso". A divisa "Ordem e Progresso", embora atribuída ao filósofo positivista francês Augusto Comte que tinha vários seguidores no Brasil, entre eles o professor Teixeira Mendes, foi capturada das Fontes Supremas de inspiração divina. As alterações, inclusões e exclusões, destas estrelas que passaram a representar os estados brasileiros são arranjos normais característicos às atitudes meramente humanas; mais atreladas aos componentes materiais no imediatismo terreno.

As constelações que estão representadas no Lábaro Brasileiro são:

— Cão Maior; Sirius, Mirzan, Muliphen, Wezen, Adhara...

— Cão Menor: Prócion

— Navio: Canopus

— Cruzeiro do Sul: Acrux, Mimosa, Gacrux, Pálida, Intrusa.

Aduzimos que no Brasil esta constelação é a mais conhecida das oitenta e oito constelações vistas da Terra, não exclusivamente por sua simples localização no céu, como também por figurar em posição de grande proeminência na Bandeira Brasileira, bem como em emblemas e brasões oficiais da República.

O Planeta Terra, além de seus movimentos mais conhecidos de translação e rotação, realiza vários outros movimentos menos notáveis, entre eles o de precessão. Devido a esse movimento, os dois pontos no céu para os quais o eixo de rotação da Terra aponta (os pólos celeste sul e norte) não são fixos em relação às estrelas.

O Pólo Sul Celeste tem se aproximado gradativamente, através dos séculos, do Cruzeiro do Sul; fazendo com que cada vez mais essa constelação seja vista predominantemente do hemisfério sul.

Há 3000 anos a.C. a Constelação do Cruzeiro do Sul podia ser vislumbrada da região onde hoje se encontra Londres. No Século I da Era Comum o Cruzeiro do Sul foi derradeiramente admirado na cidade de Jerusalém, na Palestina.

Interessante notar que essas estrelas do Cruzeiro do Sul representam os seguintes estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo. Federativas brasileiras nas quais a Doutrina dos Espíritos, na Condição de Evangelho Redivivo, representa o coração do símbolo nacional, que em sua concepção se estende muito além do que os seus idealizadores puderam conceber, funcionando como legítimos intérpretes de intenções notadamente superiores. Quantos espíritos guardando gigantescos compromissos sociais têm renascidos nesses rincões?!

— Constelação de Escorpião: com Antares, Graffias, Wei, Sargas, ι Sco, Girtab, Shaula e µ Sco.

Incluindo-se as Constelações de Hidra, Oitante, Triangulo Austral e Virgem.

Mais do que se pode imaginar as conjunções cósmicas regem a vida na Esfera Terrena, a civilização os egípcios compreendiam-no perfeitamente bem... O Sacrossanto Símbolo do Calvário de Jesus Cristo, a cruz, o que nos pode parecer obra do mero acaso, estendeu-se no Cosmo Europeu há três milênios passados na estruturação das portentosas civilizações do Sistema do Cocheiro, nomeadamente da Alfa Capella. Posteriormente, através de espíritos egressos deste sistema fomentar-se-ia o progresso para as moles humanas... Em futuro algo mais distante conjugar-se-ia ao solo de Jerusalém exatamente no período da passagem do Cristo pela Terra, em sua grandiosa vida pública, alterando para sempre a ética e os valores espirituais primitivos e egoísticos, para atualmente plenificar os Céus do Brasil, a transmitir ao povo brasileiro — composto eminentemente de espíritos egressos de ancestrais peregrinações nas vias da aprendizagem e da evolução —, uma metafísica mensagem de Advertência e Amor.

O amor e a gratidão ao Torrão Pátrio estende-se muito além de suas estruturas político-partidárias; muitas vezes absurdas e temporárias. Julgar e condenar um país pelos seus líderes e representantes dissolutos, enquanto permanecemos de braços cruzados no campo das ações mais nobres é incoerência.... O Povo Brasileiro ainda respira ataviado ao clima de um passado mui recente; como súditos aguardando que todas as deliberações venham das ações e “penadas” de seus Monarcas. Democracia - do grego antigo δήμος (demos: povo) + κράτος (cratos: poder) = "Pode do Povo" - o que significa uma nova Divisa de Conduta, quase tão nova quanto a Doutrina Espírita nestes rincões e com a qual o Brasil, num todo, está aprendendo a lidar. A responsabilidade de construir uma pátria fraterna  e justa pertence a todos nós; posto que não somos mais vassalos amodorrados e impotentes, mas cidadãos atuantes com amplos poderes de atuar em e com a Sociedade em prol de dias melhores para todos.

Tal gratidão remanesce na clarividência espiritual profunda de que estamos, como povo, situados no melhor país que os Regentes da Vida Maior conceberam por bem nos ajustar, em prol de nossa evolução e crescimento para a Justiça Eterna.
  
"O saber é lento e difícil, a ignorância é pronta e fácil.” Thomas Carlyle

Helaine Coutinho Sabbadini
Muriaé, novembro de 2004

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

70 livros de metal encontrados em caverna na Jordânia

 Poderia ser este o maior achado, depois dos Manuscritos do Mar Morto? Setenta livros metal encontrados em caverna na Jordânia .








segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Trovas da Vida

Alegria, verdadeira
 Tem algo de inconsequente...
 Quando alcança o que deseja
 Pede coisa diferente.

 Quase sempre, a nossa prece

 Tem alago de inconsequente...
 Quando alcança o que deseja
 Pede coisa diferente.

 Onde as trevas se condensem,

 Deus logo manda varre-las;
 A própria noite é uma sombra
 Toda enfeitada de estrelas.

 Silêncio é a chave do bem;

 Por maior a caridade,
 Quem dá, fazendo perguntas,
 Ajuda pela metade.

 Para dizer que a justiça

 Prescinde de acusadores,
 Deus faz do estrume na terra
 Perfume e seiva nas flores.

Regueira Costa

Chico Xavier

Sentenças da Estrada / Trovas do Outro Mundo

Sinônimo luminoso 
 No dicionário da vida: 
 Liberdade verdadeira, 
 Obrigação bem cumprida. 

 Os fortes devem aos fracos 
 O que os bons devem aos maus: 
 Serviço claro e incessante 
 Que a todos livres do caos. 

 Em tudo quanto converses, 
 Toma o bem por tua escolta. 
 Toda palavra é um ser vivo 
 Por conta de quem a solta. 
  
 Qualquer pessoa que sofre, 
 Por mais cansada e infeliz, 
 Enquanto pode queixar-se 
 Não está mal como diz. 

 Quem não crê na obediência 
 E ao descontrole se aninha, 
 Olhe um comboio apressado 
 Quando sai fora da linha. 

Ulisses Bezerra
Chico Xavier

Trovas do Amor Imortal

Duas certezas na Terra, 
Nas lutas de qualquer nível: 
A vida – navegação. 
A morte – porto infalível. 
  
Por mais sábio ou mais profundo 
Que se articule um conceito, 
Na há conceito no mundo 
Que defina o amor perfeito.  
Amor que nunca se olvida 
Guarda sempre a mesma sorte: 
Ligação de vida em vida, 
Saudade de morte em morte.  
Morri... Deixei-te...Casaste... 
E nosso amor não tem fim... 
És rosa fora da haste, 
Mas rosa do meu jardim. 
Amor... Amor que eu conheço 
Pode ser obsessão, 
Mas persiste a qualquer preço, 
Nunca sai do coração. 

Lívio Barreto
Chico Xavier

Trovas, apenas...

Amor que existe na Terra, 
 E entendo agora daqui, 
 É uma alegria que chora 
 Num sofrimento que ri.  
◊  
 O que se ganha da vida 
 (Ensino de lá e cá) 
 Depende em qualquer momento 
 Daquilo que se lhe dá.  
◊  
 Nos problemas de melhora 
 Dos sentimentos humanos, 
 Doença faz mais num dia 
 Que estudo de muitos anos.  
◊ 
 O Céu conta com dois ralos 
 Para limpar o destino, 
 Instrução é o ralo grosso, 
 Sofrimento, o ralo fino. 
◊ 
 Se sofres dores crescentes, 
 Não esmoreças na estrada. 
 Quando chega a meia-noite, 
 É hora da madrugada. 

Lauro Pinheiro
Chico Xavier

Notas de Amor / Trovas do Outro Mundo

 Há muito ensaio de amor, 
 E amor só vive, a contento, 
 Depois de purificado 
 A fogo de sofrimento. 
◊ 
 Não zombes se vê caído 
 O coração de quem ama. 
 Brilhante não perde o preço 
 Abandonado na lama. 
◊  
 O amor é assim como um sol 
 De grandeza indefinida, 
 Que não dorme, nem descansa 
 No espaço de nossa vida. 
 ◊ 
 Amor é devotamento, 
 Nem sempre só bem-querer, 
 Bendito aquele que dá 
 Sem pensar em receber. 
◊ 
 Não há palavra que conte, 
 Por mais vibre, cante ou brade, 
 A glória do amor perfeito 
 Quando chega à eternidade. 


Sabino Batista
Francisco Cândido Xavier




Trovas do Outro Mundo



Não te dês ao pessimismo,
Por mais que a dor te requeira,
Se o mal te empurra no abismo,
Deus te segura na beira.

                            Felicidade provém
                            De uma verdade, só uma:
                            Dar tudo quanto se tem,
                            Sem pedir coisa nenhuma.

                                      Tua dádiva é mais bela,
                                      Conforme razão concisa,
                                      Se te colocas com ela
                                      No lugar de quem precisa.

                   Prazer comprado no mundo
                   Por alheio sofrimento
                   É como cheque sem fundo
                   Na hora do pagamento.
  
                                               Quem perde a fé no futuro
                                               Vive de sonhos plebeus...
                                               A própria flor no monturo
                                               Lembra um sorriso de Deus.

                                                                                                                      

                                                                                                         Soares Bulcão
Livro: “Trovas Do Outro Mundo” / Espíritos Diversos
 Psicografia: Francisco Cândido Xavier






quinta-feira, 14 de novembro de 2013

EXÉRCITO DO CRISTO



Irmãos nos serviços redentores com o Cristo Jesus, 
Encubramo-nos com o manto do anonimato e da simplicidade nas ações fraternas de cada hora recordando que, invariavelmente, a Causa de Regeneração da Humanidade repousa sob a direção do Cristo, com a nossa modestíssima cooperação.
Cumpre-nos alimpar as leiras e os leitos de nossas operações dos detritos da vaidade e do personalismo; do ponto de vista e da presunção, para que a Inspiração Divina que mana das alturas infinitas; caudalosa, fecunda, cristalina, referte o alfobre de nossas pequeninas ações, de modo a dessedentar todas as vidas. 

Os maiores trabalhos de doação espiritual repousam em atitudes dóceis, que se dobram para que a tarefa redentora se alteie e se sustente firme, segura, inatingível! 

As bases que se vergam humildemente sois vós meus irmãos, somos todos nós, oferecendo alicerces para que os pilares superiores se finquem edificando a Nova Morada para os Espíritos Redimidos; essa construção é somente possível pelas mãos do Grande Arquiteto do Amor e da Paz, Jesus Cristo, em confiança à correspondência daquilo que cada um assumiu como elo fraterno, que se une a outros elos... A estruturação do novo piso psíquico do Orbe Terreno; vigoroso, argamassado pelas Leis de Justiça, Amor e Caridade, e pelos princípios sublimes do Evangelho, também compete a cada um de nós! 

Ninguém constrói sozinho um mundo novo; ninguém edifica sozinho, nem em si próprio ou em auxílio aos semelhantes, renovações para o Progresso senão no harmonioso conjunto que irmana a todos nos ideais do Cristo. Necessitamos uns dos outros e nesse mister ninguém e maior, dado que somente de mãos e corações generosamente vinculados, em Humanidade, transformaremos a Terra em um planeta de Paz. Portanto compete-nos atender a Jesus na urgência que os eventos sociais transformadores e espirituais nos apontam e solicitam:

Amando sem apego,

Doando sem expectativa,
Servindo sem exigências!

E na condição de viventes nos dois planos da existência compreendendo;
Que ante o desencarne a saudade é natural, contudo, evitemos o saudosismo paralisador.
Que a gratidão e o reconhecimento são sagradas virtudes, entretanto, alijemos o culto contínuo e desnecessário às personas.
Que a alegria pura é estímulo, nada obstante, impeçamos o entusiasmo aflitivo ou desequilibrante. 
Que o cuidado é importante, porém, desoneremo-nos do preciosismo aniquilador.
Que, sobretudo, o labor no bem dinamize-se indissociável das recomendações e exemplos de Jesus Cristo. 

Marchemos exército do Alto! Avancemos rumo a uma nova aurora! Resolutos, seguros, íntegros, esclarecidos no conhecimento libertador, entretanto, humildes, fraternos, bondosos e mansos, à recordação do que preceituou Jesus; “somente os mansos1 , os pacíficos2 , herdarão a Terra.”
Permaneçamos unidos aos deveres que nos competem lembrando sempre: as desinteligências, os pontos de vistas, as discordâncias e conflitos; as vaidades e apegos, em todos os seguimentos das ações regenerativas para o Espírito Eterno, serão sucessivamente eclipsados por um único gesto espontâneo de puro amor e de generosidade.
Votos de muita paz nos deveres com Jesus, hoje e sempre!

Nathanael
Helaine Coutinho Sabbadini
Belo Horizonte, MG, em 10 de novembro, de 2013

1Bem-aventurados os mansos, porque eles possuirão a Terra. Jesus, Mateus, 5:4
2Bem-aventurados os pacíficos; porque eles serão chamados filhos de Deus. Jesus, Mateus 5:9

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Pequeno Conto


Exultavas, enquanto te aprontavas para a longa jornada que te reconduziria à nova experiência reencarnatória! Tecias planos de ventura; conjugavas recursos e definias metas...

Assessorei-te na arrumação da sagrada bagagem, que se constituía de sublimes esperanças e severos esforços!

Suplicaste ao Pai Misericordioso, na concessão dos dons psíquicos, o ensejo de resgatar erros clamorosos, dos quais já desejavas te liberar e, por intermédio da experiência nova, reedificarias os teus sonhos, enquanto quitarias compromissos gravíssimos ante as Leis Eternas.

A potencialidade medianímica tornar-se-ia instrumental positivo e um bem precioso, à benefício do trabalho ao qual te propunhas, salvaguardando-te o êxito e a probabilidade de redenção... As refregas depuradoras facultar-te-iam reencontrar, no futuro, os amados de tua alma, dos quais, desde há muito te havias apartado.

Acompanhei-te os preliminares ensaios de retorno...

Alberguei, em meus devotados abraços, a criancinha frágil na qual gradualmente te tornavas, lançando-te cada vez mais em ávidas aspirações à existência nova...
Conduzi-te ao ninho doméstico que te resguardou amorosamente oferecendo-te todos os recursos para a realização de teus anelos espirituais...

Em vulto diáfano que não identificavas verti lágrimas de júbilo, em noites inumeráveis, orando ao pé de teu pequenino berço, augurando a Deus amparo para o teu futuro, a favor do sucesso necessário...

Persegui, invisível, os teus passos de criança!

Acompanhei o teu desenvolvimento na juventude, sem que me percebesses a presença espiritual!

Chegamos juntos à mocidade, quando se desabrocharam as aptidões mediúnicas que trazias latentes; precioso penhor do Altíssimo que te garantiria na tarefa mediúnica com Jesus a realização de tuas mais sagradas expectativas...

Temi, desassossegada, porquanto tardavas na busca pelos sagrados rumos do aprendizado e do labor espiritual. Nada obstante, aguardei-te!

Padeci, mais tarde, dolorosamente ao perceber que te desviavas da rota adrede estabelecida, por decisão de teu livre-arbítrio, entregando o recurso divino que trazias aos ébrios e viciosos, encarnados e desencarnados, que contigo locupletavam nas buscas equivocadas; aos apaixonados e criminosos, que te seguiam, vis e ignotos...

Saciavas-te com eles e, mais e mais, abandonavas-me a companhia amiga e desvelada...

Clamei por teu despertamento, inumeráveis vezes, entretanto não me emprestaste os ouvidos...

Volvi ao Criador em reiteradas súplicas a teu favor e em resposta obtive a certeza de que tu chorarias amargamente o arrependimento, quando desperto dos erros e enganos, ante a falência nos ideais superiores.

Parti e deixei-te entregue à própria sorte, já que me repeliste de tua presença, relegaste o meu amor e substituíste os meus cuidados por estranhas companhias.

Passaram céleres as décadas...

Até que um dia regressaste da viagem reencarnatória à vida verdadeira!

Hoje, não mais me podes ver, pois dormes o sono da loucura em pântanos sombrios onde permanecerás até que, enfim, despertes.

A vida, eterno convite a amar e progredir, convida-me outra vez a peregrinar na odisséia terrena e preparo-me para partir!

Noticiam-me os benévolos diretores na Vida Maior, que no projeto de minhas lutas ascensionais na esfera planetária, em futuro não distante, receberei em meus braços um filhinho... O tutelado de meu coração, desde o berço portará síndromes diversas, incapacidades várias para a vida comum e por toda a existência física, assim permanecerá...

Serás tu, meu filho, de volta ao meu amplexo maternal! Abrigar-te-ei, ainda uma vez, sob os meus cuidados agora no mesmo plano!

Retirado do tremedal sombrio tu me sucederás na incursão terrena... As condições infligidas pelas Leis Divinas, entretanto, serão bem diversas, visto que em lugar de ser médium com Jesus, incauto e infeliz, deliberaste renascer enfermo!

Maria de Jesus
Helaine Coutinho Sabbadini
Muriaé, MG, set. 2001