terça-feira, 16 de agosto de 2011

De Alma para Alma

Escuta, alma querida!
Ante as perturbações e os empeços da vida,
Onde não possas ajudar
A dissipar a treva e extinguir o pesar,
Nada fales, em vão!...
Uma palavra, às vezes, tão-somente,
Na moldura de um gesto irreverente,
Basta para espancar o coração.
Se anotas sombra e dor, por onde jornadeias
Dá consolo e respeito às aflições alheias...

Tempo vai, tempo vem...

E assim como o carvão se faz diamante puro,
Na forja do destino, em louvor do futuro,
Todo o mal se converte em coluna do bem.
Usa o verbo, esparzindo novas luzes,
Não condenes, não firas, não acuses!...
Onde enxergares pedra, lodo, espinho,
Cobre de paz e amor as lutas do caminho.
Lembremos nossos erros, teus e meus!...
Todos sofremos provas, alma boa,
Trabalha, serve, ajuda, ama e abençoa
E encontrarás contigo a presença de Deus.


Maria Dolores
Francisco Cândido Xavier