segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

“Senhor, tem misericórdia de nós; em ti temos esperado; sê tu o nosso braço, manhã, após manhã, e a nossa salvação no tempo da angústia. Ao ruído do tumulto, fogem os povos; quando tu te ergues, as nações são dispersas.”

Livro de Isaías – 33:2 e 3

O Mestre Jesus nos inspire na marcha entre os prélios educativos e necessários!

Embalada por suave vibração a invadir-me o ser, tomo da pena e traço estas linhas com a tinta da emoção.

Perfilho que a Faina Espiritual com Jesus, genuinamente, inda é bênção indefinível, a oferecer ao jornadeiro de alma clareada pelo conhecimento espiritual, nos ensaios físicos, ensanchas singulares de reparar, crescer e construir.

Acerca de um centenário decorrido destes dias, no cronograma estabelecido para aferição de tempo nos pisos da Terra, encontrando-me desenlaçada do indumento físico, vi-me em paisagem encantadora, vaporosa e alumiada por branda claridade...

Divisei à distância um esplêndido painel, que se me assemelhou a uma colossal tela de um exímio pintor, visto ostentar coloridos esboços...

Quanto mais me aproximava, mais constatava, que a estupenda obra havia sido composta por caracteres vivíssimos, a moldarem com indizível magnificência a Bandeira do Brasil.

Num estado de completo deslumbramento passei a contemplá-la detidamente — como se me situasse num plano bastante elevado —, abrangendo que a tonalidade verde do lábaro era composta de milhares por copas de gigantescas árvores, justapostas, tremulando ao sopro de mansa viração...

O losango do pendão coloria-se de um amarelo rutilante, mesclado de filigranas solares, de indescritível beleza e fulgor... No ponto médio, uma lua prateada alvejava solitária...

Abismada, perguntei-me, entre murmúrios: quem teria composto tão estupenda obra artística?!

Imediatamente um timbre afetuoso repercutiu com enorme suavidade na acústica de meu coração:

— O Amor Divino o fez, com o contributo de uma confraria de almas dispostas ao decisivo auto-erguimento. Dentre ela, estivestes também vós, desde um tempo longínquo do passado! No entanto, o Artista Celeste é um eterno e fecundo elaborador de beleza, progresso e vida plena, sua creação está sempre em esplendida dinâmica! — e prosseguiu:

“O amor ao berço-pátrio, minha cara, não se traduz por apego às meras insígnias, brasões ou lábaros. O patriotismo tem sido erroneamente compreendido, porquanto, muito mais do que progênie e etnia, nacionalidade e preeminência política, deve repercutir num sincero reconhecimento ao Criador, solidificado na compreensão das linhas evolutivas do espírito...

“Cada individualidade se encontra numa especialíssima vivência circunstancial, a azada e melhor no mundo, cuidadosamente destacada pelo Excelso Governante do Orbe, de modo a operar o inexorável progresso.

“Devoção ao ninho-pátrio, aquele que cada ser recebe por dádiva celeste, quando matriculado para os cogentes tirocínios terrenos, deve expressar-se em infinda Dedicação, Fraternidade e Amor, excitando as reais posses sublimes, em prol do espírito imortal e em penhor dos co-irmãos!”

O discurso leniente e esclarecedor aquietou-me o espírito de tal maneira, que sentia o pulsar do coração jubiloso, ao mesmo tempo, que um particularíssimo alento celestial invadia-me, enquanto todo o ser imponderável permanecia em profunda estesia.

Ante os meus olhos assombrados de fantasma errante, delineou-se um ancião forjado em luz divinal, ostentando barbas fartas, e translúcidos olhos azuis... Amorosamente o Benfeitor tomou um pincel, submergiu-o num matiz de prata, jamais detectado por meus olhos na terra, e passando-o às minhas mãos convocou:

— Vamos, minha filha, formai as estrelas brasileiras, fazei refulgir em toda parte o Evangelho de Jesus! Em cada particular traço de vossa pena, inscrevei: Humildade, Amor, Tolerância e Fraternidade, para todos os seres, conforme recomendou-nos o Cristo!

Jamais olvidei este encontro singular, no plano indevassável da existência, de contínuo, ao recordá-lo, infundi-me n’alma um ânimo especial para o cumprimento dos impostergáveis deveres.

Nestas despretensiosas palavras de testemunho individual a ressalva do antigo profeta, Isaías, repercute fortemente em meu íntimo: “Quando Tu te ergues, Senhor, todas as nações são dispersas”, fazendo-me resgatar uma singela colocação que ostentei na carne, junto à amada família espiritual. Assevero de mim, para mim mesma: toda majestade pertence ao espírito e não aos postos e outorgas transitórios na Terra.

Enquanto preparo-me para um novo mergulho na reencarnação indispensável, na Escola Educativa da matéria, experimento ocasionalmente, desde o inesquecível evento, a mão nívea do Anjo Celeste conduzindo — de algum lugar —, as minhas sagradas disposições futuras, de modo a que eu jamais me descure dos competentes deveres, atendendo-lhe às sublimes recomendações.



Carlota de Verna

Helaine Coutinho Sabbadini
Muriaé, 15 de novembro de 2004
A 115 Anos da Proclamação da República Brasileira



Oração do Cruzeiro

Luminosas estrelas do Cruzeiro,
Iluminai a Terra da Esperança,
Na doce proteção de um povo inteiro
Onde a mão de Jesus desce e descansa.

Símbolo sacrossanto de aliança,
De paz e amor do Eterno Pegureiro,
Guardai as clarinadas da Bonança
Na vastidão do solo brasileiro.

Constelação da Cruz, cheia das graças
Transfundi numa só todas as raças
No país da esperança e da verdade.
 Que o Brasil sob a luz da vossa glória,
Possa escrever no mundo a grande história
Das epopéias da Fraternidade!




Pedro de Alcântara
Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Queridos Amigos,

Jesus continue a nos fortalecer nas pelejas que não cessam!


Cremos que falhamos ao despachar o artigo de ontem (A boca fala do que tem cheio o coração), o primeiro de alguns, para todos os nossos contatos de e-mail, orkut e facebook, sem mencionar que era uma nova postagem de nosso Blog - "Doutrina do Evangelho Redivivo".


Desde ontem temos recebido diversos e-mails, em decorrência do artigo acima mencionado, com perguntas e observações interessantes! Ficamos felizes. Desta feita, tomamos este e-mail/resposta, enviado há poucos minutos a uma amiga querida, como base para respondermos a todos os demais.


Há muitos anos incontáveis amigos, assaz aflitos e temerosos, têm se achegado ao nosso coração de modo a depositam as suas dolorosas impressões acerca das cizânias e "rachas" em nosso Movimento Espírita. Desfiam desapontamentos, desejos de abandonar a Doutrina, bem como nos apontam os tantos que já o fizeram por decepções, por tomarem médiuns, oradores e dirigentes como seus "modelos e guias", enquando o nosso modelo - como bem sabemos - é Jesus Cristo.


Recentemente, por solicitação de uma confreira residente no interior do Estado do Rio de Janeiro, médium responsável e trabalhadora dedicada, que tem vivido verdadeiro drama sendo alvo de muita ação sofredora - advindas dos dois planos da vida -, começamos a colocar no papel algumas palavras sobre tópicos relacionados entre si. Assim, depois de fervorosa prece, sabendo que a Espiritualidade Amiga não se furtaria a nos inspirar nas colocações, o fizemos.


Amigos, todo trabalhador dedicado e sincero em sua vivência e devoção ao Espiritismo e aos Ditames do Evangelho, tornar-se-á bastante capaz de obter dos Benfeitores Maiores a inspiração de conduzir a si próprio e àqueles que se achegam aos seus grupos da melhor maneira possível.


O que podemos dizer do tempo que temos labutado e das tantas experiências? Bem, que igualmente fomos vítimas de ininterruptas incompreensões e maledicências; os látegos jamais cessaram sobre os nossos esforços, por todos os flancos, as línguas de fogo sempre nos vergastaram os ensaios tímidos. Nada obstante, se vilipendiaram nossa alma dolorosamente, com muitos esforços, lágrimas, e autosuperarão tornaram-se lições muitíssimo valiosas.


Testemunhamos, ao longo dos anos, igualmente, muitos processos se reverterem; algozes impiedosos, após caírem em dramáticas dores e perturbações, recorrem às singelas possibilidades mediúnicas ou ao pareço e carinho de suas vítimas passadas... “O tempo é o explicador silencioso” afirmou o nosso Emmanuel. Nenhum trabalhador ou médium cioso de seus deveres com o Cristo furtar-se-á de tais escolhos! Não! Jesus não suplicou para si mesmo, alma impoluta e inconspurcável nenhum privilégio. Dona Ivonne Pereira, Chico Xavier, Julinho (Julio Cesar Grandi Ribeiro, Irthes Therezinha Lisboa de Andrade, dentre tantos outros nunca tiveram paz no recanto sagrado de seus deveres espirituais.


Bem, se podemos auxiliar um pouco, como nos convocam os amigos, dizemos:


- Incontáveis neófitos chegam às casas espíritas, uns iludidos, outros desconhecedores, assomados do anseio de um dia terminarem nos trabalhos mediúnicos ou de tratamentos, qual se fora este o escopo maior de ser Espírita ou do Espiritismo.


- Outros, mergulham nos livros, cientes da necessidade do conhecimento, mas, quem sabe, esquecendo-se de que a “letra mata, mas o espírito vivifica.” E, usualmente, pelo acervo guardado nos escaninhos do intelecto, rápido assomam às tribunas... Entretanto, por altear-se o intelecto acima do amor e da caridade, esquecidas ficam muitas vezes as ações singelas no bem preceituadas por Jesus Cristo. Passamos, então, a ouvir discursos duros, críticos, de jactanciosos observadores das condutas alheias, os “pseudoguardiães” do Espiritismo; criticam médiuns, tarefeiros, dirigentes, livros, música espírita, enfeites e quadros nos Grupos, devotos de Maria, outros credos, as ações das Federativas, enfim, pretextos não faltam... No passado eram Roustaing, Pietro Ubaldi, Edgard Armond, Ramatis, e lidadores do Movimento enlameavam a Doutrina Espírita das tribunas e a enxovalhavam nos periódicos, com o fel das tantas trocas de acusações.


No entanto, Allan Kardec, em Obras Póstumas (Editada por seu grande amigo Pierre-Gaetan Laymarie, à frente da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, após o desencarne do Codificador) na Constituição do Espiritismo, no Subtema II - "Dos Cismas" afirmou: "Se, portanto, uma seita se formar à ilharga do Espiritismo, fundada ou não em seus princípios, de duas uma: ou essa seita estará com a verdade, ou não estará; se não estiver, cairá por si mesma, sob o ascendente da razão e do senso comum, como já sucedeu a tantas outras, através dos séculos; se suas idéias forem acertadas, mesmo que com relação a um único ponto, a Doutrina, que apenas procura o bem e o verdadeiro onde quer que se encontrem, as assimilará, de sorte que, em vez de ser absorvida, absorverá."


- Para muitos, o fato de serem reconhecidos em toda parte, de tornarem-se alvos de adulações já é um satisfatório galardão. Assim, nas tribunas, mas corrompidos e desleixados moralmente em casa ou na sociedade.


- Tornou-se quase um modismo o desejo de muitos em chancelarem as suas tarefas espíritas com a literatura, seja mediúnica ou não, e, ao realizarem tal intento, acreditam-se pessoas especiais, estimulam uma vivência incensada pela bajulação é isto lhes basta. O que dizer?


- Tudo o que promana das Altas Esferas, dos Espíritos Benfeitores é extremamente simples....
- Tudo que é lídimo é simples...
- Tudo que é sagrado é simples...
- Tudo o que é verdadeiramente bom é simples.


- O Conhecimento Informa
- A Educação Forma
- Mas somente a verdadeira vivência Evangélica transforma.


Paz do Cristo e nossas desculpas se não conseguimos, por nossos limites, oferecer maiores esclarecimentos aos que os pleitearam!




Helaine Coutinho Sabbadini
Macaé, em 26 de Janeiro de 2011