ODE AO MENINO-REI


Faze de teu coração manjedoura rústica, desataviada das glórias vãs, das mundanas paixões e consinta que nele repouse, serenamente, o Menino-Rei, que não escolheu por leito o cetim, a seda ou a púrpura. Tão pouco se engalanou do ouro ou privou com os poderosos e conquistadores terrenos, que blasonavam vitórias sangrentas e vaidades transitórias...


Faze de teu coração abrigo singelo, tálamo sagrado, e consinta que nele se abriguem os pequeninos e esquecidos; os solitários e famintos; os andarilhos das dores e os escorraçados dos templos da fatuidade e do exclusivismo...

Faze de teu coração esteira simples, quente e perfumada, segura e iluminada pela radiante aurora de novos dias, acedendo que nele se retempere a dor, dulcificando-a de nova vida...

Faze de teu coração ermida silenciosa, onde os louvores dos céus sejam melodias contínuas; espraiando doçura, dividindo harmonias, aquiescendo que nele penetrem os corações atribulados que prevaricam na senda dos deveres sagrados...

Faze de teu coração, constantemente, abrigo seguro, permitindo que nele o Menino-Rei se aconchegue, plenificando a tua e todas as vidas para sempre!

Maria de Aquino 
Livro: Cartilha Evangélica / Espíritos Diversos

Psicografia Helaine Coutinho Sabbadini


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