LEGADO DE AMOR


Há vinte séculos, a paisagem terrena foi agraciada coma maior expressão de amor que já pendeu em suas paragens regenerativas!
Tão grandioso foi o Legado por Ele deixado, que permanecem até os nossos dias os Seus ensinamentos sublimes...
Há dois milênios, a vivência legítima da bondade e do perdão; da simplicidade e do amor, respirou entre os viventes do planeta...
Entre os poderosos, na jactância das conquistas do portentoso Império Romano; entre a vaidade e o orgulho, caminhou sozinho e em silêncio...
Não esperou mãos amigas para encetar passos decisivos na edificação de Seu Evangelho Regenerador entre os homens e convidou-nos a acompanhá-Lo...
Trilhou as veredas tortuosas das vidas humanas entre apupos, dificuldades e incompreensões diversas...
Amor puro, bondade legítima e espírito perfeito, foi vilipendiado, perseguido e imolado...
Multidões, no momento extremo do martírio, riram-se Dele, da personificação da pureza e da mestria, desconsideraram-Lhe os ensinamentos superiores...
Abrigo dos pequeninos e roteiro dos simples chorou só e orou ao Pai por nossas ignomínias...
Humildade em forma de homem exortou aos Seus seguidores não levassem em suas peregrinações alforjes e roupas; alimentos e moedas – evidenciando a supremacia do sentimento, como a maior herança a ser deixada nos corações sequiosos e sofredores.

Entre os poderosos foi simples...
Entre os contendores foi manso e imperturbável...
Entre os eruditos foi sábio...
Entre os descrentes demonstrou fé viva, em obras construtivas, restaurando vidas...
Entre os sofredores e enfermos foi bálsamo curando as chagas das almas perdidas e angustiadas...
Entre os obsediados foi libertação, concitação à oração e vigilância no trabalho edificante, exortando ao “vai-te e não peques mais!”[1]
Entre os perdidos nos falsos valores, nos apegos e nas paixões; na luxúria e nos vícios, foi chamamento aos valores imperecíveis do espírito...
Entre os incrédulos foi Luz Norteadora...
Entre os acusadores que O levaram ao poste infamante, cuspindo-Lhe à face e coroando-Lhe com o opróbrio, demonstrou ser a maior expressão de amor, paz e perdão, num coração que já pulsou nessas paragens provacionais de lutas redentoras!

Querido irmão, diante disto, medita por um pouco: – o que fazes de tuas dores?


Maria de Aquino
Helaine Coutinho Sabbadini









[1]  João, 8: 11

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