As gerações vão e vêm...

Irmão queridos em Cristo Jesus,

Sob as evocações do Espírito Antônio de Pádua, o mais célebre franciscano depois do fundador da Ordem, Francisco de Assis, retornamos à nossa querida cidade de Santo Antônio de Pádua de alma profundamente comovida, representando igualmente o júbilo de tantos quantos aqui mourejaram e comparecem à comemoração do aniversário da instituição, que se erigiu e trabalha em nome de Jesus Cristo através de Seu Evangelho Restaurador e dos valores espirituais, com base na Doutrina Espírita.

Que alegria! Que gratidão! Contudo, a nossa visitação no momento festivo não se poderia dar sem o abraço contínuo ao dever de algo oferecer de nós mesmos. Fazemos-o explanando algo acerca de nossas experiências retificadoras nos campos fecundos nas Leiras Espiritistas, que nos receberam há bem pouco tempo...

Antes, venho ressaltar que cada perfil que agora é recordado pelos presentes; cada amigo, cada trabalhador, cada filho, cada pai e mãe, cada familiar, que agora habitam o plano verdadeiro da vida, aqui comparecem em júbilo e gratidão fraternais!

Deste modo, também eu retorno à cidade amada que testemunhou os meus primeiros ensaios na meninice! Nesse solo valioso sorvi nos tempo sagrados da infância o desabrochar para as precípuas tarefas mediúnicas e espirituais do futuro.....

Ainda uma vez recorremos às letras do Velho Testamento, como costumávamos fazer nos tempo de outrora, em que o nosso verbo inflamado de gratidão a Jesus propagava-se das tribunas espíritas; “Uma geração vai, e a outra geração vem; e a Terra continua sempre a mesma”[1] abençoada escola...

Desta forma, meus irmãos amados, fica patenteado que o peso de nossos empenhos, tendo em vista a brevidade do tempo e a fugacidade das estações, não está em nos gloriarmos dos serviços que nos foram temporariamente conferidos pela Misericórdia Infinita de Deus, pois rapidamente uma geração se renova à outra e tão rápido se sucedem no palco da Terra; palco generoso e constante abrindo-se sempre para os empenhos de progresso dos espíritos.

Portanto, junto com as nossas mais puras gratulações trazemos estas pequenas ressalvas contidas no Eclesiastes  para nos alertar quanto à brevidade de tudo quanto é valor na Terra, tudo quanto se sobreleva aos bens do Espírito! O trabalho socorrista; material, moral ou intelectual; a dedicação fraternal no lar... 

O valor real é consoante ao tamanho do amor e do desinteresse altruístico empreendido no que se faça; no desprendimento, em completa dissociação de quaisquer laivos de vaidade e presunção, que poderão oferecer mácula ao trabalho com o Cristo.
Resgatamos, mais uma vez, do capítulo primeiro do Eclesiastes o que ora nos parece oportuno para clarear as nossas pobres idéias: “Atentei para as vossas obras debaixo do sol e eis que tudo é vaidade e tribulação do espírito.”[2] Observando além da letra o sentido profundo e dela retirando o espírito assimilaremos que as obras e os empenhos nas alfobres Cristãos da atualidade, podem expressar uma dinâmica, algumas vezes, apenas mecânica. É preciso muito cuidado, queridos irmãos! Pois, onde residir uma gota de vaidade existirá a falsa ideia de um valor pessoal fictício, inconsistente...
Refletindo na temporaneidade de tudo deduzimos agora desamarrados do corpo pesado; se desejarmos perpetuar, por nossa conta, as obras sobre a Terra almejando fazê-las perdurar, serem valorizadas, relembradas, o que ambicionamos, de fato, é o culto à vaidade nos campos das ações humanas, que somente nos apartarão do sentido profundo das experiências reencarnatórias. “Do lado de cá, tristemente, observamos incontáveis confrades que ainda cobiçam “placas”, “honrarias”, “ distinções” em serviço, que lhes perpetuem os nomes...
O crescimento em espírito e o desenvolvimento das virtudes imorredouras, expressos nos valores que as traças não corroem e a ferrugem não consome são bens construídos e dimanados no silêncio do templo espiritual  e jamais serão passageiros, somente assim a estadia na Esfera Terrena atingirá a sua precípua finalidade.
A cidade de Santo Antônio de Pádua, de nossos verdes anos, continua pródiga em oportunidades nos campos do Espírito e do Evangelho de Jesus Cristo promulgadas, precipuamente, no Grupo Espírita Antônio de Pádua!
 Até breve, amigos! Deste modo devemos, em espírito, nos despedir, assim como as gerações vão e vêm logo a Misericórdia de Deus, quem sabe, conceder-me-á novo ensejo reencarnatório, e, caso seja merecer, renascerei nas mesmas paisagens de antanho e buscarei no Grupo Espírita Antonio de Pádua a convivência salutar como Cristianismo Redivivo.
Abraço fraterno do amigo que jamais partiu!

 Newton Boechat
Helaine Coutinho Sabbadini

Mensagem Psicografada em Palestra Pública
No Grupo Espírita Antônio de Pádua no Aniversário de 65 Anos da Instituição.
Santo Antônio de Pádua, em 25 de Agosto  de 2013








[1] Eclsiastes I, 4
[2] Eclesiastes, I, 14

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DEGUSTAÇAO - LIVRO FLORES DO CEDRON - EDITORA LACHÂTRE / PRELO

Elizabetta de la Paz - lançamento pela Editora Lachâtre

Obediência & Resignação, Ética & Moral