A Era da Consciência Crística

“Ouvireis falar de guerras e de rumores de guerras, pois forçoso é que isto aconteça, mas ainda não será o fim…. E o Evangelho do Reino será pregado ao Mundo inteiro, como testemunho a todas as nações e aí virá o fim.”  Jesus, Mt. – cap. 24 

Irmãos na seara do Cristo, guardemo-nos nas messes de amor do Divino Cordeiro!
Ao apreciarmos o texto anotado pelo Evangelista Mateus, sobre as palavras proféticas de Jesus, poderíamos verificar, ou julgar, num primeiro lance de vista, grande inconsistência, o que é inaceitável, dada a Suprema Sabedoria do Mestre.
Mister se faz a imersão consciencial no Evangelho do Mestre, para compreender o sentido – não literal – mas profundamente espiritual da assertiva do Excelso Guia da Humanidade Planetária.
Vejamos estão: naquele momento em que Mateus anotou a referida predição, Jesus saía do templo com seus discípulos e ao ser conclamado, pelos mesmos, a observar as belezas do portentoso edifício de Jerusalém, assevera: “Em verdade vos digo que deste templo não restará pedra sobre pedra…” A ensinar a brevidade das construções puramente no âmbito da Crosta Material. O ensinamento seguinte seria um marco nas advertências do Cristo, com vistas a este tema. 
Portanto, adiante, neste mesmo trecho registrado pelo evangelista, Jesus, já no Monte das Oliveiras, assevera que haveriam de ouvir falar de guerras, que as nações se voltariam umas contras as outras e a iniquidade grassaria a ponto de o amor de muitos esfriar. Continuava o Messias a profetizar que haveria terremotos, dores e dissídios entre os homens, mas seria apenas o início das dores… E que aqueles que desfraldassem a Bandeira do Evangelho seriam escarnecidos e ainda, assim, seria o inicio das dores…. Recordando, caros irmãos, que todos os ensinamentos do Mestre, por excelência, são atemporais, ajustando-se a determinados períodos crucias da Humanidade.
No entanto, afiançou Jesus, que aqueles que perseverassem até ao fim seriam salvos.
Numa verdadeira Carta Magna endereçada, igualmente, ao futuro da Humanidade proclama: “somente quando o Evangelho for pregado em todo Mundo, como testemunho, somente assim virá o fim.” Contudo, meus amados irmãos, não se referia o Mestre ao fim do Mundo em sua estrutura física, pois a Inteligência Suprema nada destrói de forma inconsequente e finalística para edificar o Bem e a Evolução, em suas bases sublimes. Deste modo, haverá, melhor, está em plena vigência o término de um período planetário de grandes testemunhos, de grandes equívocos sociais, de quedas abismais das massas humanas, recalcitrantes e imperfeitas, em trânsito no Orbe.
Referia-se o Cristo ao fim dos padrões sociais, econômico-políticos e espirituais em seus moldes primitivos, tendo em vista a inauguração de uma Era Nova, a Era da Consciência Crística, na qual o Evangelho em suas bases de amor, fraternidade, caridade, perdão e misericórdia transmutar-se-á numa “Cartilha de Conduta” para todos os povos.
O amor incondicional aos outros; o bem pelo bem; a fraternidade pela fraternidade, sem nenhum lastro de interesse pessoal.
Então aí,  virá o fim; o fim das dores; dos testemunhos e expiações compulsórios, pessoais e coletivas… Aí, então, a Humanidade fruirá em Espírito e Vida o Bem, a Fraternidade e o Amor em sua plenitude Divinal, sem que catástrofes ponham termo, de maneira absoluta, à Morada abençoada.
Distante ainda está  o tempo do esgotamento planetário, em seus recursos geológicos e espirituais, em conjunção com O Sistema Cósmico. Nada obstante, as transformações não prescindem das revoluções, nos amplos níveis da existência.
Os períodos evolutivos na Esfera Terrena ainda não foram cumpridos – porque a Inteligência Suprema transforma, reforma, sem extinguir os baldrames primordiais da evolução já encetada, está na Lei de Amor. Aliás, consultai as instruções dos espíritos referentes à Lei de Destruição, quando afirmam: “o que chamais destruição não passa de transformação.”1
Guardemo-nos, pois, em Cristo Jesus, irmãos e filhos amados, perseverando até ao fim, jamais permitindo o esfriamento da fé, porque o próprio Mestre Jesus garantiu que os puros, os mansos, os misericordiosos herdarão a Terra!
Bênçãos infinitas, paz duradoura, sedimentada no labor fecundo com o Cristo Jesus, é o que vos desejo. 

Nathanael
Helaine Coutinho Sabbadini
Mensagem Psicografada em Reunião Pública no Grupo Espírita Cristão Leopoldo Machado
Porciúncula, RJ, 29 de fevereiro de 2010.


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