Levanta para Deus!

Escuta, alma querida, se a frustração fere o teu coração vergastando-te as emoções mais nobres, reflete no grau de tuas responsabilidades em face às relações com os outros. Pensa se, acaso, não te posicionastes de modo imprudente ou leviano, projetando nos semelhantes, através de teu comportamento, a insegurança e o descrédito.

Se a amargura queima devastando os teus anelos mais sagrados, raciocina se não foste tu mesmo que expusestes o próprio coração às decepções, enveredando por falsos rumos ou ilusórios anseios, sem a justa ponderação e o bom senso...

Se as dores morais azorragam o teu espírito sensível, provavelmente, não cogitas em teu grau de responsabilidade, possivelmente tendo causado nos sentimentos alheios, estiletes de aflições e mágoas...

Se as enfermidades, meu caro irmão, rompem teus dias sem pedirem permissão e tu tropeças ao peso dos grandes sofrimentos, algumas vezes da revolta inconsequente, certamente não supões que tal circunstância reflete o imperativo das Leis Supremas a te imporem indispensáveis reajustes. Se as causas não residem nos dias atuais, indubitavelmente, remanescem em tuas experiências do passado, em vivências antigas...

Muitas vezes, alma cara, não cogitas que toda aflição, toda enfermidade, toda decepção e amargura, assim como a dor de qualquer natureza, residem nos endividamentos penhorados nos arcanos de tua própria consciência imortal.

De ordinário, volta-te para Deus em rogativas súplices, todavia, não aferes a tua própria postura na Ordem Cósmica, através de teu merecimento, atitudes e posição espiritual, fazendo-te credor do Alto!

Nada, ante o Determinismo Superior, é acidental! Portanto, alma viril, emudece os teus queixumes; interrompe o palavrório sem sentido, avinagrado de amargura e inconformação, para, finalmente, compreenderes as razões de Deus e os desígnios dos Códigos Divinos, que se alteiam muito além de teus meros caprichos e veleidades imediatistas.

Levanta e identifica as tuas lutas de cerviz erguida para Deus e percebe, que tudo o que recebes é em benefício de teu próprio crescimento e aproveitamento espiritual!

Jesus, o Mestre Caroável, aguarda de todos nós - não o melhor -, mas tudo aquilo que está exatamente ao alcance de cada um desempenhar.

Paz, compreensão, perdão, tolerância, bondade, esquecimento e fraternidade, são oblações do Amor e da Misericórdia de Deus, ao teu alcance e ao teu próprio favor.

Com todo o meu mais sincero apreço e gratidão,

Julinho*

Mensagem psicografada em Reunião Pública por
Helaine Coutinho Sabbadini
Grupo Espírita Cristão Leopoldo Machado
Porciúncula, em 05 de setembro de 2010



*Júlio Cesar Grandi Ribeiro – Conhecido também por Tio Julinho - foi médium de excelentes qualidades, de psicografia, psicofonia, pictografia, cura etc. Espírita praticante desde a juventude foi trabalhador denotado e humilde, que sabia esconder seus serviços, jamais os propalando.

Júlio Cesar Grandi Ribeiro regressou à Espiritualidade, em Serra, região da Grande Vitória, ES, no dia 12 de agosto de 1999. Diabético, foi internado no Hospital Metropolitano, onde ocorreu o passamento. O sepultamento de seu corpo foi no Cemitério Jardim da Paz, no bairro de Laranjeiras, com grande acompanhamento de confrades e principalmente de criaturas pobres que ele sempre socorreu.

Nasceu na cidade de Cachoeiro do Itapemerim, no Estado do Espírito Santo, no dia 12 de maio de 1935; contava 64 anos de idade. Filho de Claudionor Ribeiro e D. Hercília Grandi Ribeiro. Formou-se em Engenharia, e exercia o Magistério, como Professor Universitário. Era solteiro.

Seus pais eram católicos e ele tomou conhecimento do Espiritismo em 1952, aos 17 anos de idade, com o desabrochar das suas faculdades mediúnicas. Associou-se à "Casa Espírita Cristã", onde prestou significativos serviços, tanto mediúnicos, como a assistência aos necessitados. Recebia consoladoras mensagens de Amigos Espirituais, e produziu também lindas poesias e poemas de fundo moral no melhor estilo.

Numa reunião acontecida na USEERJ – União das Sociedades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro, ele e Maria de Lourdes da Silva (carinhosamente chamada de Tia Lulú), médium da Casa Espírita Cristã, psicografaram um poema com diversas estrofes. Enquanto ela psicografava uma, o Julinho, como era chamado, psicografava a seguinte. No final, o poema estava completo, sem sofrer solução de continuidade. Os assuntos se enquadravam sem faltar sequer uma vírgula.

Ultimamente, Julinho freqüentava o complexo Educacional Cristão – "Instituto Allan Kardec", onde prestou relevantes serviços, tanto na área educacional como na Doutrina Espírita propriamente dita. Deixou os seguintes livros psicografados, de diversos autores Espirituais: "Isto vos Mando", "Irthes e Irthes", "Jornada de Amor", "Presença Jovem" e "Seara da Esperança", todos publicados pela Editora Pedis, situada no Estado do Espírito Santo. O Amigo Espiritual de Julinho era o venerável espírito Estevão.


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