Coração querido

Coração querido escuta, pois para ti desejo falar: no capítulo das relações familiares, sem dúvida alguma, a educação moral e espiritual dos filhos ocupa grande e significativa importância. A este desiderato todo pai e mãe, todo responsável, deve dobrar-se com total empenho e diligência.

O lar constitui-se, sob a Sabedoria e Diretriz Divina, sagrado instituto para a educação das almas. Sem a precisa direção moral-espiritual, sem a instauração do bem, da ética e da fraternidade nos terrenos dos corações infantis o lar abdica de cumprir sua sagrada missão.

O casal cristão, para além dos discursos morais e das diretrizes instrutivas verbalizadas junto aos rebentos, sejam eles no campo da formação ética ou de cunho intelectual comportamental, há de ter sua primordial força no exemplo vivo, genuíno. Genitores ou educadores através da postura ilibada e dos exemplos sadios, ante a vida e os acontecimentos, serão imorredouros referenciais. O educador e evangelizador de almas não se resumem a meros ditadores de normas de conduta, entretanto modelos vivos, cristianizados, a instaurarem através de si mesmos, de suas próprias vidas, roteiro seguro para os caracteres juvenis.

Coração querido, escuta! Os cônjuges em suas relações de respeito mútuo, de fraternidade e amor; de altruísmo e auxílio fraternal não somente estão a auxiliarem-se mutuamente e individualmente dentro do processo evolutivo, mas, concomitantemente, transformam-se em faróis, moldes felizes para aqueles que estão temporariamente e pela misericórdia de Deus debaixo de seus cuidados e tutela. Não há felicidade possível nos horizontes terrenos sem que a Célula Máter, o Lar, esteja iluminada pelos princípios cristãos.

Tanto quanto devem os genitores ou responsáveis esmerar-se pelo encaminhamento e preparação da prole nas várias vertentes do conhecimento filosófico, literário, acadêmico, aquinhoando-a de valores para a vida social e profissional futuras, devem ao mesmo tempo facultar, em prioridade, bases saudáveis e imorredouras de cunho espiritual, de modo que os filhos bem apliquem as azadas aquisições de ordem academicista.

Coração querido, escuta! Não postergues para o amanhã, talvez inacessível, a implantação de normas de conduta moral, espiritual e cristã para ti mesmo e em prol de teus amados!

Sê diligente na vigilância dos conteúdos que invadem porta adentro a intimidade de teu lar, sejam por via de informações e programações televisivas, sejam através de periódicos de menor valor moral ou dos conteúdos virtuais, hoje em dia tão perigosamente acessíveis às mentes infantis e juvenis.

Jamais te descures da implantação do Culto Evangélico no lar, sendo esta sagrada reunião familiar, em torno dos ensinos de Jesus Cristo, disposição primordial para o bem e a segurança dos membros de tua casa.

Coração amigo, coração querido! Malgrado as incitações dos tempos modernos não desconsideres o teu carinho e atenção quanto às atividades de teus filhos fora do lar. Não esperes, inadvertidamente, que jovens com as estruturas espirituais e psíquicas, ainda insipientes e frágeis, tenham a capacidade ou condições de discernirem, para elegerem com propriedade, aquilo que lhes é adequado e benéfico.

Não contamines o teu lar, coração querido, com as constantes bebericagens de teor alcoólico; os palavrórios impróprios ou chulos; as condutas verbais e comportamentais ofensivas, jocosas e desrespeitosas.

O lar – em sua psicosfera – é inegavelmente formado pelas emanações mentais e comportamentais de seus componentes. Não delegues às escolas, aos mestres, ao governo, aos políticos ou a sociedade atitudes que devem começar dentro de tua própria casa. O cidadão consciente, o político probo, o mestre amoroso do amanhã jazem em tua casa aguardando a tua educação e evangelização.

Coração querido, escuta! Meu desejo para ti é de paz, de felicidade pura, de ventura verdadeira! Meu verbo é singelo, meus exemplos ainda pobres, mas atrevo-me a recordar-te que tal felicidade e paz somente serão encontradas nos lares edificados sob as bênçãos do Evangelho do Cristo, sob as benesses da prece e da caridade.

As cizânias, os desregramentos, o caos moral e espiritual, que muita vez instalam-se no contubérnio doméstico serão sempre estranháveis nas instituições domésticas regidas pelas disciplinas consoladoras de Jesus Cristo.

Coração querido, para ti deixo minha palavra de irmão, ainda em vias do aprendizado necessário.

Júlio Cesar Grandi Ribeiro (Julinho)
Helaine Coutinho Sabbadini
Mensagem Psicografada em Reunião Pública no
Grupo Espírita Cristão Leopoldo Machado
Porciúncula, em 02 de maio de 2010

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