Queridos Amigos,

Jesus continue a nos fortalecer nas pelejas que não cessam!


Cremos que falhamos ao despachar o artigo de ontem (A boca fala do que tem cheio o coração), o primeiro de alguns, para todos os nossos contatos de e-mail, orkut e facebook, sem mencionar que era uma nova postagem de nosso Blog - "Doutrina do Evangelho Redivivo".


Desde ontem temos recebido diversos e-mails, em decorrência do artigo acima mencionado, com perguntas e observações interessantes! Ficamos felizes. Desta feita, tomamos este e-mail/resposta, enviado há poucos minutos a uma amiga querida, como base para respondermos a todos os demais.


Há muitos anos incontáveis amigos, assaz aflitos e temerosos, têm se achegado ao nosso coração de modo a depositam as suas dolorosas impressões acerca das cizânias e "rachas" em nosso Movimento Espírita. Desfiam desapontamentos, desejos de abandonar a Doutrina, bem como nos apontam os tantos que já o fizeram por decepções, por tomarem médiuns, oradores e dirigentes como seus "modelos e guias", enquando o nosso modelo - como bem sabemos - é Jesus Cristo.


Recentemente, por solicitação de uma confreira residente no interior do Estado do Rio de Janeiro, médium responsável e trabalhadora dedicada, que tem vivido verdadeiro drama sendo alvo de muita ação sofredora - advindas dos dois planos da vida -, começamos a colocar no papel algumas palavras sobre tópicos relacionados entre si. Assim, depois de fervorosa prece, sabendo que a Espiritualidade Amiga não se furtaria a nos inspirar nas colocações, o fizemos.


Amigos, todo trabalhador dedicado e sincero em sua vivência e devoção ao Espiritismo e aos Ditames do Evangelho, tornar-se-á bastante capaz de obter dos Benfeitores Maiores a inspiração de conduzir a si próprio e àqueles que se achegam aos seus grupos da melhor maneira possível.


O que podemos dizer do tempo que temos labutado e das tantas experiências? Bem, que igualmente fomos vítimas de ininterruptas incompreensões e maledicências; os látegos jamais cessaram sobre os nossos esforços, por todos os flancos, as línguas de fogo sempre nos vergastaram os ensaios tímidos. Nada obstante, se vilipendiaram nossa alma dolorosamente, com muitos esforços, lágrimas, e autosuperarão tornaram-se lições muitíssimo valiosas.


Testemunhamos, ao longo dos anos, igualmente, muitos processos se reverterem; algozes impiedosos, após caírem em dramáticas dores e perturbações, recorrem às singelas possibilidades mediúnicas ou ao pareço e carinho de suas vítimas passadas... “O tempo é o explicador silencioso” afirmou o nosso Emmanuel. Nenhum trabalhador ou médium cioso de seus deveres com o Cristo furtar-se-á de tais escolhos! Não! Jesus não suplicou para si mesmo, alma impoluta e inconspurcável nenhum privilégio. Dona Ivonne Pereira, Chico Xavier, Julinho (Julio Cesar Grandi Ribeiro, Irthes Therezinha Lisboa de Andrade, dentre tantos outros nunca tiveram paz no recanto sagrado de seus deveres espirituais.


Bem, se podemos auxiliar um pouco, como nos convocam os amigos, dizemos:


- Incontáveis neófitos chegam às casas espíritas, uns iludidos, outros desconhecedores, assomados do anseio de um dia terminarem nos trabalhos mediúnicos ou de tratamentos, qual se fora este o escopo maior de ser Espírita ou do Espiritismo.


- Outros, mergulham nos livros, cientes da necessidade do conhecimento, mas, quem sabe, esquecendo-se de que a “letra mata, mas o espírito vivifica.” E, usualmente, pelo acervo guardado nos escaninhos do intelecto, rápido assomam às tribunas... Entretanto, por altear-se o intelecto acima do amor e da caridade, esquecidas ficam muitas vezes as ações singelas no bem preceituadas por Jesus Cristo. Passamos, então, a ouvir discursos duros, críticos, de jactanciosos observadores das condutas alheias, os “pseudoguardiães” do Espiritismo; criticam médiuns, tarefeiros, dirigentes, livros, música espírita, enfeites e quadros nos Grupos, devotos de Maria, outros credos, as ações das Federativas, enfim, pretextos não faltam... No passado eram Roustaing, Pietro Ubaldi, Edgard Armond, Ramatis, e lidadores do Movimento enlameavam a Doutrina Espírita das tribunas e a enxovalhavam nos periódicos, com o fel das tantas trocas de acusações.


No entanto, Allan Kardec, em Obras Póstumas (Editada por seu grande amigo Pierre-Gaetan Laymarie, à frente da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, após o desencarne do Codificador) na Constituição do Espiritismo, no Subtema II - "Dos Cismas" afirmou: "Se, portanto, uma seita se formar à ilharga do Espiritismo, fundada ou não em seus princípios, de duas uma: ou essa seita estará com a verdade, ou não estará; se não estiver, cairá por si mesma, sob o ascendente da razão e do senso comum, como já sucedeu a tantas outras, através dos séculos; se suas idéias forem acertadas, mesmo que com relação a um único ponto, a Doutrina, que apenas procura o bem e o verdadeiro onde quer que se encontrem, as assimilará, de sorte que, em vez de ser absorvida, absorverá."


- Para muitos, o fato de serem reconhecidos em toda parte, de tornarem-se alvos de adulações já é um satisfatório galardão. Assim, nas tribunas, mas corrompidos e desleixados moralmente em casa ou na sociedade.


- Tornou-se quase um modismo o desejo de muitos em chancelarem as suas tarefas espíritas com a literatura, seja mediúnica ou não, e, ao realizarem tal intento, acreditam-se pessoas especiais, estimulam uma vivência incensada pela bajulação é isto lhes basta. O que dizer?


- Tudo o que promana das Altas Esferas, dos Espíritos Benfeitores é extremamente simples....
- Tudo que é lídimo é simples...
- Tudo que é sagrado é simples...
- Tudo o que é verdadeiramente bom é simples.


- O Conhecimento Informa
- A Educação Forma
- Mas somente a verdadeira vivência Evangélica transforma.


Paz do Cristo e nossas desculpas se não conseguimos, por nossos limites, oferecer maiores esclarecimentos aos que os pleitearam!




Helaine Coutinho Sabbadini
Macaé, em 26 de Janeiro de 2011

Comentários

  1. - A Educação Forma
    - Mas somente a verdadeira vivência Evangélica transforma.


    Esse é o ponto da questão, a necessidade a ser seguida, dia após dia, no fulcro da alma, somente assim haverá verdadeira transformação.

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